A Unidade Absoluto-Infinita exclui qualquer “outro” e, contudo, o terceiro pronome não significa apenas alteridade, pois também exprime o que primeira e segunda pessoas têm em comum na Unidade do Eu–Tu absoluto, e a realidade pode ser formulada como Absoluto e portanto Infinito e, sendo ambos sem dualidade, também Perfeito, de modo que Perfeição é consciência partilhada entre Absoluto e Infinito sem separação entre sujeito e objeto, permitindo expressar a Realidade em termos subjetivos ou objetivos e originando Ele ou Aquilo como alternativa a Eu, e a autoconsciência que pergunta “o que sou” pode responder “Sou a Perfeição Absoluta Infinita”, ou “Sou Aquilo”, ou “Sou Ele”, com flutuação constante entre primeira e terceira pessoas no Qur’ān ao falar de Deus.
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Exclusão de alteridade real pela Unidade Absoluto-Infinita.
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Terceira pessoa como expressão do comum entre Eu e Tu.
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Formulação: Deus como Absoluto, portanto Infinito, portanto Perfeito.
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Perfeição como partilha sem dualidade entre Absoluto e Infinito.
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Ausência de separação entre sujeito e objeto de consciência.
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Ele ou Aquilo como alternativa linguística a Eu.
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Autoconsciência implicando pergunta “o que sou” e autoendereçamento correlato.
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Resposta máxima: “Perfeição Absoluta Infinita”.
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“I am That” e “I am It” correlacionados a “I am He” por falta de neutro em árabe.
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Qur’ān com alternância entre “não há deus senão Eu” e “não há deus senão Ele”.
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Como Arquétipo supremo dos pares, a Perfeição Absoluta Infinita pode ser concebida como uma única perfeição com dois aspectos segundo a perspectiva taoista, e também pode ser compreendida como termo tríplice que exprime o arquétipo supremo de todas as tríades, tema anunciado para o capítulo seguinte.
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Concepção taoista: uma perfeição única com dois aspectos.
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Termo tríplice: Absoluto, Infinito, Perfeição.
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Relação do termo tríplice com o arquétipo das tríades.
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Indicação de desenvolvimento no capítulo seguinte.