A Transcendência divina não é negada pela doutrina, mas reafirmada de modo mais radical, e sua formulação não se origina apenas com Ibn ʿArabī, pois já estava presente em Ghazālī e predecessores.
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Massignon atribui formulação inicial a Ibn ʿArabī.
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Continuidade islâmica anterior demonstrada por textos de Ghazālī.
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Distinção entre proclamação geral “there is no god but God” e a dos eleitos “there is no he but He”.
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Testemunhos de ʿAbd Allāh al-Harawī, Al-Ḥallāj, Al-Kharrāz e Abū ʿUbaidah mostram continuidade histórica da doutrina da Unidade no Islã.
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Terceiro grau de Tawḥīd: impossibilidade de afirmar a Unidade sem dualidade.
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Declaração de Al-Ḥallāj sobre a impossibilidade de afirmar sem criar outro.
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Proximidade divina maior que qualquer coisa observada.
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A doutrina corânica de Nearness–Identity–Oneness exprime-se em versículos como “We are nearer to him than his jugular vein” e na tradição: “I am the Hearing wherewith he heareth”.
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Identidade não implica mudança na Divindade.
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Mudança refere-se à percepção.
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Versículo: “We are nearer to him than ye are, although ye see not.”
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Proximidade maior que a do próprio ser a si mesmo.
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Unidade que ultrapassa a união.
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A compreensão da Unidade já estava presente entre os Companions, homens de um único Livro, que não teriam suposto que o Qur’ān dissesse menos do que diz.
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Referência ao versículo: “He is the First and the Last and the Outwardly Manifest and the Inwardly Hidden.”
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Expressão do Profeta: “Thou art the Outwardly Manifest and there is nothing covering Thee.”
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Continuidade psicológica e espiritual entre Qur’ān e primeiros crentes.