Alternativamente, a hostilidade pode decorrer de uma atração invertida por uma forma que, em essência, concorda com a constituição do ser, sendo a repulsa fruto de oposições históricas, raciais ou de um desejo latente de permanecer no mundo profano.
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Oposições herdadas de natureza racial ou histórica podem mascarar uma afinidade profunda por meio de uma aversão aparente.
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O desejo de evitar uma decisão positiva e manter-se na profanidade utiliza a aversão como meio encoberto para impedir a vinculação tradicional.
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A paixão, nesse segundo cenário, revela uma instigação de caráter diabólico que visa obstruir o julgamento e a realização espiritual.
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A atração e a aversão são faculdades gêmeas de uma mesma origem, e o intelecto, ao referi-las ao seu princípio comum, deve ser capaz de realizar a discriminação necessária entre os impulsos subjetivos e a realidade objetiva.
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O ódio por uma forma pode indicar uma proximidade extrema entre o indivíduo e o objeto de sua repulsa, embora tal proximidade não seja uma regra absoluta.
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Expressões de aversão não devem ser aceitas em seu valor de face, exigindo-se uma investigação sobre as causas subjacentes da resistência psíquica.
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A restauração de um estado de despaixão é a condição indispensável para que as dificuldades de escolha e os conflitos de atração-repulsão se resolvam espontaneamente, permitindo que o intelecto opere sem as distorções do sentimento.
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O silenciamento das reações passionais limpa o campo de visão do viajor e do instrutor ocasional.
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Apenas no estado de desapego é possível discernir se a aversão é um sinal de incompatibilidade real ou uma barreira erguida pelo ego contra a própria salvação.