Argumentação central de Jean Sendy baseia-se na tradução de Elohim como “deuses” ou “anjos”, identificados a extraterrestres, com destaque para o capítulo VI da Gênese.
-
“Filhos de Deus” são assimilados inevitavelmente a seres cósmicos.
-
René
Guénon associa simbolicamente esse trecho às origens da contra-iniciação.
-
Interpretação tradicional vê nesses filhos linhagem desviada geradora dos “Gigantes”.
-
Epístola de São Judas descreve anjos que abandonaram sua morada e aguardam julgamento sob trevas.
-
Fragilidade da tese de Sendy evidencia-se no fato de que tradições antigas julgam negativamente tais seres, associando-os à corrupção e não ao progresso.
-
“Inconsciente coletivo” dos ancestrais preserva memória de queda e degeneração.
-
Germes de corrupção são atribuídos aos mesmos personagens exaltados como benfeitores.
-
Contradição interna compromete idealização civilizadora.
-
Dificuldade enfrentada pelo evolucionismo diante da memória universal de um Paraíso perdido revela incoerência lógica entre progresso ascendente e recordação de Idade de Ouro.
-
Tradições antigas convergem na evocação de estado primordial superior.
-
Hipótese de homens emergindo da animalidade dificilmente explica nostalgia unânime de perfeição.
-
Referência ao “Ponto Ômega” de Teilhard de Chardin ilustra tensão entre evolução e memória arcaica.
-
Tentativa ufóloga de harmonizar evolução e colonização extraterrestre esbarra na condenação bíblica dos filhos de Elohim.
-
Interpretação correta de Elohim invalida identificação com plural de deuses, pois termo designa literalmente Aquele-que-é enquanto princípio do Ser.
-
Elohim é plural de Elôah, cujo sentido literal é “Aquele que é”.
-
Uso absoluto do pronome encontra paralelo em nomes divinos como Huwa.
-
Platão denominava to Auto a Causa inteligente do Universo.
-
Significado literal “Ele-eles-que-são” expressa unidade do Ser enquanto princípio da Criação ou da Manifestação.
-
Aproximação sugerida por Dom Devoucoux entre número 666 e expressão hebraica k-elohim reforça dimensão paródica associada à promessa de “ser como Deus”.
-
Gematria permite equivalência numérica entre 666 e “como Deus”.
-
Promessa do Tentador a Adão e Eva ilumina simbolismo dessa identidade.
-
Em grego, 666 corresponde a panathesmios, o fora-da-lei.
-
Indício aponta para natureza desviada dos filhos de Elohim e para imprudência de lhes atribuir missão civilizadora.