O Abismo transcendente é apresentado como única Realidade que, ao se afirmar como Ser e Nome, manifesta-se como luz.
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O Sobre-Ser é indeterminado e eterno.
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O Nome YHWH deriva de Hayah, “ser”.
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A autoafirmação do Ser procede do Abismo.
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O Abismo chama o Abismo por autodeterminação.
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A invocação do Ser provém do Abismo essencial e implica que todos os seres participam dessa autoafirmação.
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A Essência é origem e finalidade.
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Todo ser afirma com sua própria essência.
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A invocação consciente ou inconsciente remete ao Absoluto.
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A Absolutidade é comum a todos os seres.
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Mestre Eckhart descreve a permanência no Fundo ou Abismo da Deidade onde apenas o “Si” divino subsiste.
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No Fundo não há distinção pessoal.
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A emanação faz as criaturas dizerem “Deus”.
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O Corão VII, 172 é citado sobre o testemunho primordial.
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O conhecimento de si conduz ao conhecimento do Senhor.
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O prólogo do Evangelho de João é invocado para afirmar que o Verbo é Luz que as trevas não recebem.
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“No princípio era o Verbo”.
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A vida é luz dos homens.
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As trevas não acolheram a luz.
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A obscuridade criatural é privação relativa.
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A separação entre finito e Infinito é relativa, pois a obscuridade criatural é também receptividade.
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A receptividade é feminina e maternal.
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O Abismo é Mãe divina.
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A treva é preenchida de luz.
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O Cântico dos Cânticos é citado: “Sou negra, mas bela”.
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O Dom eterno do Pai à Mãe, identificado ao Filho ou Verbo, é descrito como movimento de descida e retorno do chamado.
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O Nome de Deus é o Filho.
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O chamado alcança inclusive os que negam.
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A revelação concede tornar-se filhos de Deus segundo João I, 12-13.
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A invocação consciente participa da vida divina.
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A treva criatural iluminada torna-se receptividade espiritual onde os fluxos de graça transformam a dor em união com o Bem supremo.
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Tiago I, 17 é citado sobre o Pai das luzes.
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O Salmo 41 menciona cataratas e ondas.
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A invocação une-se ao som das cataratas.
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A existência dolorosa converte-se em união beatífica.
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A alma que clama das profundezas encontra paz no silêncio de seu próprio abismo, onde resta apenas o Único, o Verdadeiro e o Real.
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O Salmo CXXX, “De profundis”, é evocado.
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O chamado torna-se o próprio chamado divino.
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A treva mais luminosa é silêncio do que não é Deus.
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Do Abismo surge apenas invocação dirigida ao próprio Abismo.