A tradição judaica e os Pais da Igreja identificam o Verbo (o Filho) com o Princípio (Reshith ou In principio) da Genese, de modo que o Pai cria todas as coisas pelo e no Filho, que é sua Conhecimento, Sabedoria e Palavra eterna, estando Ele antes de todas as coisas e subsistindo tudo nEle, conforme as afirmações do Novo Testamento de que “dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas” (Romanos, XI, 36) e que nEle “vivemos, nos movemos e existimos” (Atos, XVII, 28), explicitando assim a criação ex Deo et in Deo.
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O Verbo ou Filho é identificado com o Princípio (In principio), sendo a Conhecimento ou Determinação própria do Pai, pelo qual e no qual todas as coisas foram criadas.
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O Novo Testamento afirma explicitamente que todas as coisas são dEle (ex ipso), por Ele (per ipsum) e nEle (in ipso).
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A criação se opera e existe, portanto, ex Deo et in Deo, seja o Princípio considerado como Pai ou como Filho.
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O que foi exposto sobre o Verbo no Evangelho de João, sua identidade com o Princípio e com a Luz divina que contém a vida e a pré-existência de todas as coisas, reafirma a verdade da creatio ex Deo et in Deo, na qual o Deus criador da Genese, Elohim, e a Trindade causal no cristianismo (Pai, Filho e Espírito Santo) são o mesmo Princípio uno no qual e do qual unicamente foram criados os céus e a terra, contrariamente à associação exotérica do “nada” às Escrituras.
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A criação é ex Deo et in Deo, como demonstrado pela análise do Prólogo de João e sua relação com a Genese.
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O Deus criador Elohim e a Trindade causal cristã são o mesmo Princípio uno no qual e do qual tudo foi criado.
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As revelações bíblicas e corânicas, para quem as estuda com atenção e profundidade espiritual, mostram a verdade da creatio ex Deo et in Deo, e não a associação do “nada” pretendida pelos exotéricos.