O simbolismo da infância opera através da analogia inversa, representando não apenas a relatividade do que vem depois, mas a inocência primordial e a proximidade com a Origine e a Essência.
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Criança como reflexo de Atma em Maya.
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Beleza da promessa e do paraíso não perdido.
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Necessidade de integrar a infância no homem maduro.
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A aplicação da analogia inversa à feminilidade revela que, embora subordinada na ordem da manifestação, ela é superior no aspecto de infinitude e misericórdia virginal.
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Beleza feminina como vinho iniciático.
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Superioridade do mistério sobre a precisão lógica.
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Complementaridade in divinis.
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O simbolismo das partes do corpo associa o peito à natureza solar, manifestando a potência e o rigor no homem e a generosidade e o leite na mulher, ambos reflexos do Ser puro.
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Correspondência com Conhecimento e Amor.
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Coração como centro do intelecto e do sentimento.
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Diferenciação sexual da mesma radiação nobre.
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As três regiões do corpo humano expressam subjetividades distintas: a cabeça (intelectual), o tronco (existencial/arquetípica) e o sexo (dinâmica animal-divina e criadora).
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Rosto como pensamento e verdade.
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Corpo como síntese do ser.
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Sexo como amor libertador e retorno à substância.
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O vestuário tem a função de isolar a subjetividade mental das interferências das subjetividades existencial e passional, protegendo a mensagem do pensamento contra a perturbação da queda.
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Necessidade para o homem cerebral e passional.
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Diferença de reflexos no homem primordial.
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Perda da inocência e da beleza integral.
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A locomoção humana é um ato vertical de peregrinação em direção ao Arquétipo, onde a face anterior aponta para a vocação divina e a posterior para o abandono da imperfeição.
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Superação da horizontalidade animal.
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Significado positivo e negativo das faces do corpo.
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Devenir que carrega a marca do ser.
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A existência de animais como o macaco resulta da necessidade da Toda-Possibilidade de manifestar combinações de defeitos e o desejo de usurpação ou imitação da forma humana.
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Macaco como porta fechada e caricatura.
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Rejeição da ancestralidade evolutiva.
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Simbolismo da recusa luciferina.
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Os animais nobres e fenômenos naturais são teofanias parciais que excluem qualidades opostas, enquanto o homem é a imagem-síntese que reflete integralmente o Criador.
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Limitação da perfeição animal (o cerf não é o leão).
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Exclusividade do intelecto e da razão no homem.
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Caráter central da forma humana.
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A arte sacra do Budismo tântrico utiliza a nudez feminina para evocar a dimensão beatífica e libertadora do Nirvana, aplicando a analogia inversa ao que exotéricamente representaria o samsara.
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Reversão do simbolismo da sedução.
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Taras e Dakinis como suportes de memória espiritual.
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Coincidência entre beleza e misericórdia.
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As perspectivas artísticas e espirituais dividem-se entre modos rigorosos e abstratos (masculinos) e modos doces e concretos (femininos), ambos verticais e ascendentes.
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Via da Ideia versus via do Símbolo.
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Inexistência de mulher absoluta ou mal absoluto.
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Possibilidade de espiritualidades femininas.
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O perigo da atração estética na arte sacra é neutralizado pelo temperamento contemplativo do fiel e pela presença de elementos terríveis que lembram a impermanência do samsara.
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Função de equilíbrio dos aspectos irados.
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Contemplação do Divino (darshan) na forma.
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Garantia contra a profanação.
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O pecado carnal define-se profundamente como a profanação de um mistério teofânico ou como o culto estético da forma finita que oblitera o sentido do transcendente e do infinito.
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Insuficiência da noção moral de concupiscência.
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Erro do classicismo grego em tornar a beleza um fim em si.
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Superioridade da arte que expressa o substancial sobre o acidental.