Os fenômenos sensíveis manifestam-se através de condições fundamentais de matéria, forma e número situadas no espaço e no tempo, as quais possuem raízes arquetípicas na existência pura.
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Éter como matéria fundamental e origem dos elementos.
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Esfera como forma inicial e imagem do arquétipo.
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Unidade como número inicial refletindo o Princípio.
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Correspondência entre condições cosmológicas e a criação das espécies.
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A extensão das condições existenciais desde seus princípios até seus limites extremos reflete o desdobramento das potencialidades do Princípio Supremo na relatividade e na contingência.
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Variação da matéria da sutileza à solidez.
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Evolução da forma da simplicidade à complexidade.
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Expansão do espaço do ponto à extensão ilimitada.
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Testemunho da Infinitude intrínseca e dos modos hipostáticos.
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A percepção da existência pelo sujeito distingue entre continentes estáticos ou dinâmicos e conteúdos que variam entre a estabilidade e a função transformadora.
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Espaço como continente estático e tempo como dinâmico.
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Matéria e forma como conteúdos estáticos.
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Energia e número como conteúdos dinâmicos.
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A bipolaridade entre sujeito e objeto e entre princípio e manifestação determina os aspectos abstratos e concretos de cada condição existencial, definindo a estrutura independente e a experiência vivida.
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Coincidência entre espaço-tempo objetivo e abstrato.
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Definição de abstrato como a condição em si mesma.
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Definição de objetivo como a estrutura independente da consciência.
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A realidade das noções abstratas deriva de sua conexão eficiente com a Infinitude principial e a Absolutidade, não sendo meras construções mentais destituídas de eficácia.
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Liberdade abstrata ligada à Toda-Possibilidade.
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Necessidade abstrata referida ao Absoluto.
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Transmissão de realidade através dos graus hipostáticos.
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A distinção no espaço separa a extensão mensurável objetiva de três dimensões da experiência subjetiva centrada no indivíduo com suas direções qualitativas e orientadoras.
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Espaço abstrato como extensão em si.
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Espaço subjetivo organizado por centro e periferia.
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Direções relativas ao corpo e à experiência (alto, baixo, frente, trás).
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A temporalidade divide-se entre a duração mensurável e os ciclos objetivos da natureza em contraste com a vivência subjetiva elementar do passado, presente e futuro.
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Tempo objetivo como movimento espiral e cíclico.
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Analogia com a rotação planetária.
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Divisão subjetiva baseada no ser, ter sido e vir a ser.
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A impossibilidade de um tempo ou espaço absolutamente vazios coexiste com a variabilidade subjetiva na percepção da duração e extensão conforme o estado interior de alegria ou contemplação.
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Dependência da possibilidade de espaço-tempo em relação às coisas.
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Dilatação ou contração do tempo pela disposição psicológica.
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Participação no eterno presente durante a contemplação ou êxtase.
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O simbolismo qualitativo das dimensões espaciais associa a altura ao espiritual e à interioridade, a largura à escolha moral e a profundidade à experiência do desconhecido ou do superado.
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Altura ligada ao céu e à profundidade do coração.
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Largura relacionada à atividade e passividade.
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Profundidade conectada ao que está diante ou atrás do sujeito.
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As fases cíclicas do tempo objetivo encontram correspondência e significado dentro das três dimensões subjetivas da temporalidade humana, como as estações do ano e as idades da vida.
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Quatro fases do tempo objetivo (estações).
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Situação das fases no passado, presente ou futuro.
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Simbolismo concreto das etapas temporais.
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O passado e o futuro possuem significados duplos que oscilam entre a fidelidade à origem e a superação da imperfeição ou entre a esperança no ideal e o esquecimento da norma primordial.
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Passado positivo como Paraíso perdido e fidelidade.
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Passado negativo como imaturidade vencida.
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Futuro positivo como esperança e meta.
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Primazia do sentido negativo para o passado e positivo para o futuro na via espiritual.
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O presente atua como o locus da fé que articula a fidelidade e a esperança, refletindo na temporalidade a relação intrínseca e procedimental entre o Absoluto e o Infinito.
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Presente negativo como busca de prazer momentâneo.
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Fé como determinação do presente.
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Analogia entre a relação tempo-espaço e a relação Infinito-Absoluto.
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A aplicação da distinção sujeito-objeto às demais condições existenciais não invalida a adequação do conhecimento limitado humano, desde que este cumpra a essência da inteligência.
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Matéria subjetiva como experiência sensorial.
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Forma subjetiva como aspecto perspectivo.
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Adequação do conhecimento parcial à realidade.
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As relações de complementaridade entre as condições existenciais revelam aspectos qualitativos no número e quantitativos na forma, unindo a massa à energia e o espaço ao tempo.
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Energia como shakti da matéria.
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Número como indicador de quantidade e qualidade (pitagorismo).
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Forma como qualidade que possui aspecto quantitativo acidental.
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A centralidade da forma e a atualidade do ato sagrado transcendem a extensão espacial e a repetição temporal ao sintetizarem seus domínios na unidade e no presente.
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Forma relacionada à ideia de centro.
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Número referido à extensão e contingência.
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Ato sagrado como síntese do tempo e anulação da repetição.
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As condições da existência sensível são prolongamentos empíricos de raízes ontológicas universais que preexistem nos princípios divinos e nas dimensões do Atma.
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Matéria referida à Substância divina.
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Forma como reflexo do Logos.
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Espaço como extensão da Manifestação divina.
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Caráter não arbitrário dos modos particulares de manifestação.
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A constituição da alma reflete o macrocosmo ao internalizar as condições existenciais através de faculdades como a memória, a imaginação, a razão e a intuição.
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Alma como espaço pela memória e tempo pela imaginação.
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Razão associada ao número e cálculo.
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Intuicão associada à forma e percepção direta.
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A disciplina espiritual utiliza a concentração e a perseverança para dominar as tendências de distração e mudança inerentes ao espaço e ao tempo e fixar a atitude na duração.
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Espaço como fonte de distração.
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Tempo como fator de mudança e domínio.
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Necessidade de vigilância temporal e desapego espacial.
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As virtudes espirituais transmutam as condições existenciais em modos de acesso ao divino, como o vazio para Deus, o abandono à misericórdia e a contemplação da beleza.
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Espaço interior como vacuidade (vacare Deo).
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Tempo da alma como refluxo para o Interior.
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Forma da alma como contemplação da Beleza divina.
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As artes relacionam-se especificamente com o tempo e o espaço, sendo a dança a síntese que reconduz ritualmente a manifestação ao seu princípio através do movimento sagrado.
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Artes plásticas ligadas ao espaço; música e poesia ao tempo.
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Dança de Shiva como resumo das seis condições.
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Função da arte sacra de reconduzir o acidental ao Substancial.
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A definição do Princípio Supremo como pura Substância isenta de acidentes encontra analogia na matéria primordial e na vacuidade da alma santa que se esvazia para Deus.
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Ausência de contingência, limite e imperfeição no Princípio.
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Oposição entre contingência e Absolutidade.
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Analogia com o éter e a alma em estado de oração.
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As dimensões hipostáticas divinas correspondem arquetipicamente às condições existenciais, onde o Ser Puro é a matéria de Deus e a Simplicidade absoluta é sua forma.
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Participação humana baseada no teomorfismo.
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Unidade divina como número transcendente.
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Atualidade principial como tempo divino (agora eterno).
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A Absolutidade e a Infinitude divinas refletem-se respectivamente nos aspectos pontuais e centrais e nos aspectos extensivos e indefinidos das condições cósmicas.
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Absoluto refletido no ponto, instante e unidade.
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Infinito refletido na extensão, duração e diversidade.
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Identidade intrínseca entre Absoluto, Infinito e Perfeição.
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A Perfeição divina manifesta-se através das qualidades e conteúdos que preenchem as condições de existência, como a beleza, a funcionalidade e os princípios geométricos.
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Conteúdos do espaço como expressão de qualidades.
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Fases do tempo e elementos sensíveis.
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Formas geométricas como símbolos de qualidades numéricas.
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A simplicidade divina coincide com a potencialidade criadora e expressa-se na harmonia lógica das formas complexas e na diferenciação qualitativa da unidade numérica.
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Esfera como potencialidade de todas as formas.
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Beleza como leque de potencialidades do Bem.
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Número qualitativo como manifestação da plenitude da Unidade.
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A inefabilidade de Deus não anula a validade dos pontos de repère conceituais, embora o conhecimento do coração transcenda a percepção mental para alcançar a identidade do ser.
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Necessidade da verdade conceptual para a inteligência humana.
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Paradoxo de Deus ser incognoscível e cognoscível.
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Identidade essencial da alma com O que é.