A mentalidade semita, voluntarista e impulsiva, necessitava da disciplina grega para aprender a expressar-se e raciocinar com coerência, garantindo que a inspiração fosse sustentada pela lógica.
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As aparentes absurdidades das Escrituras desaparecem quando o texto é contemplado em sua totalidade, revelando uma profundidade teúrgica e sobrenatural que a literatura profana jamais alcança.
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As passagens bíblicas problemáticas, como a história de Jacó e Esaú, resolvem-se mediante o conhecimento dos comentários tradicionais e das leis do jogo de Maya que opõem planos divinos a situações sociais.
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Jacó como o verdadeiro Esaú espiritual.
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Culpa de Isaac pela preferência cega.
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Expiação posterior das fraudes aparentes.
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As elipses narrativas nas Escrituras, exemplificadas pela origem da mulher de Caim, são esclarecidas por tradições orais ou paralelas que revelam o simbolismo geométrico e compensatório dos eventos.
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As listas corânicas de profetas que parecem anacrônicas ou tautológicas desempenham na verdade uma função de classificação tipológica onde os epítetos possuem significados técnicos precisos.
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As elipses dogmáticas e as ineptidões aparentes servem frequentemente como medida do sobrenatural, sugerindo através do paradoxo a situação do homem entre a contingência e o Absoluto.
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Credibile quia ineptum de Tertuliano.
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Desproporção entre causa finita e consequência eterna.
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Apelo à intuição moral e existencial.
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As contradições formais entre as religiões resultam da necessidade de Deus se individualizar para falar à diversidade humana, não afetando a homogeneidade interior e essencial da Revelação.
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O Islã utiliza os fatos históricos do Cristianismo como símbolos edificantes em uma nova estrutura teológica, seguindo o modelo arquetípico do Logos que se polariza ao entrar na diversidade humana.
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A validade das religiões estrangeiras comprova-se pelo seu conteúdo intrínseco e eficácia sacramental, embora o crente não tenha a obrigação a priori de reconhecê-las para sua própria salvação.
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A existência e a persistência de múltiplas religiões poderosas provam que Deus não desejou salvar o mundo através de um único meio exclusivo que barrasse o caminho aos demais.
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O subjetivismo lógico leva os crentes a raciocinarem exclusivamente dentro de sua própria herança doutrinal, demonstrando uma falta de imaginação para compreender a plausibilidade das posições alheias.
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O solipsismo religioso é inevitável porque cada Mensagem é um absoluto que fala ao interior do homem e precisa sugerir unicidade para ser captado pela média humana.
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O reconhecimento da verdade em outras formas não deve levar ao ecumenismo sentimental, mas à admissão de que o Absoluto habita simbolismos diversos sem perder sua própria Absolutidade.
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A insuficiência prática de qualquer religião para salvar a humanidade inteira levanta questões legítimas que comprometem o exclusivismo e apontam para a necessidade de uma perspectiva mais ampla.
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O esoterismo surge das profundezas da religião para resolver as contradições aparentes e demonstrar que o Céu não se contradiz, revelando a unidade da Verdade por trás da diversidade das formas.
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As divergências religiosas assemelham-se às contradições formais nas visões dos místicos, que variam conforme a perspectiva sentimental ou o simbolismo sem invalidar a verdade subjacente.
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O Cristianismo e o Islã fundam-se em perspectivas distintas de salvação, um baseando-se no sacrifício e nos sacramentos do Cristo único, e o outro na obediência à Verdade imutável e à natureza teomorfa.
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O ascetismo muçulmano é intrínseco à sua perspectiva de equilíbrio, aceitando a beleza como reflexo divino e rejeitando o prazer como distração, sem depender de influências cristãs ou budistas.
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Tensão entre aceitação e recusa em nome de Deus.
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Jardim terrestre como Paraíso velado.
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Dimensão vertical que santifica o meio-termo.
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O cientificismo condena-se a ver apenas o que quer acreditar, ignorando as contradições flagrantes da existência como a subjetividade única e a ilimitação cósmica que escapam à lógica empírica.
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A tentativa de explicar a realidade total sem a metafísica leva ao suicídio da inteligência, pois o finito não pode dar conta do Infinito nem resolver a cisão entre sujeito e objeto.
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A religião aceita a contradição de jure como limite humano diante do mistério divino, enquanto a ciência pretende excluí-la mas falha ao não reconhecer a natureza do real.
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O conhecimento integral exige a admissão do invisível e do absurdo existencial como parte da economia de Maya, onde a realidade joga a esconder-se e resiste à redução matemática.
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A distinção causal explica que certos fenômenos são absurdos por ignorância humana, enquanto outros o são por necessidade cósmica de manifestar a impossibilidade de modo simbólico.
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A eficácia moral da Lei Divina constitui uma prova indireta de Deus, visto que as leis civis humanas baseadas no interesse comum carecem de autoridade absoluta e estabilidade.
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A autoridade divina é a única capaz de refrear intrinsecamente os maus impulsos através do temor de uma Justiça absoluta, ao contrário da justiça humana que é relativa e falível.
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A ausência de religião acarreta a perda da dignidade pessoal e da nobreza de comportamento, pois a aristocracia do caráter deriva consciente ou inconscientemente da espiritualidade.
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O industrialismo e o cientificismo privaram o povo da religião e do artesanato, eliminando as fontes de sentido da vida e de felicidade baseada na vocação e na confiança.
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Contradição do catolicismo burguês que aceita a máquina.
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Máquina como anti-Deus e anti-homem.
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Necessidade de retorno ao artesanato e à fé.
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A dúvida religiosa baseada em maus exemplos ou no culto à natureza é uma simplificação narcisista que recusa a vocação humana de autotranscendência e a busca pela verdade total.
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A credibilidade da mensagem religiosa fundamenta-se na pré-disposição inata do homem para o sagrado, o milagroso e a adoração, que constituem a herança do Paraíso perdido.
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A fé é um mérito quando aceita o humanamente impossível por intuição da verdade sobrenatural, superando a razão desinformada que rejeita o que não compreende.
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O perfume espiritual dos Livros Sagrados oferece uma evidência direta de sua origem celeste que dispensa análises históricas para quem possui sensibilidade para o sagrado.
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A rejeição dos Mensageiros divinos denota um endurecimento do coração, pois a combinação de santidade e beleza neles manifesta torna visível a presença de Deus para quem não é cego.
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A arte sacra perpetua a teofania dos Mensageiros e prova a verdade da inspiração pela sua beleza inteligente e profunda, que não poderia ser inventada pelo homem.
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O racionalismo e o naturalismo constituem abusos da inteligência que invertem os valores, tornando amargo o amor de Deus e doce a ilusão do mundo.
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A compreensão do sobrenatural depende da compreensão do homem como ser criado para contemplar o Absoluto a partir da contingência e ver Deus em todas as coisas.
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A credibilidade da Mensagem reside no fato de que ele reflete a Ipseidade imanente do homem, sendo uma voz que vem do mais profundo de nós mesmos e de além de nós.
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A negação da fé do Profeta em sua própria revelação baseia-se na ignorância do fenômeno profético e na premissa ateísta, pois Deus, sendo real, necessariamente se faz ouvir.
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A prova fundamental de Deus reside na correspondência ontológica entre o macrocosmo e o microcosmo, onde a Revelação atualiza a coincidência entre a dimensão subjetiva e a verdade objetiva.
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O conhecimento é possível porque trazemos em nós a realidade que conhecemos, sendo a transcendência divina a própria essência e fundamento da nossa imortalidade.
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O fenômeno religioso é a manifestação diversificada do relacionamento entre o Princípio e a manifestação, onde cada religião dramatiza um arquétipo específico para a vontade e sensibilidade humanas.
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O símbolo do Yin-Yang ilustra perfeitamente a interpenetração entre o Absoluto e o relativo, prefigurando os mistérios do Verbo e da Teofania necessários para a existência do mundo.
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O Princípio projeta a manifestação por sua Infinitude e mantém com ela uma relação dupla de rigor (punição da distinção) e amor (reintegração da identidade), que fundamenta a Revelação.
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A aceitação da Mensagem religiosa coincide com a aceitação profunda do que somos, pois os arquétipos objetivos da religião são idênticos à estrutura do nosso próprio Intelecto.