A doutrina dos graus do Real indica a totalidade do conhecimento, sendo
Shankara no
Hinduísmo exemplo dessa consciência, ao passo que Râmânuja e exoterismos semíticos negam graus extintivos, e entre os gregos
Platão manifesta essa consciência enquanto
Aristóteles com seu hylomorfismo acentua a perspectiva horizontal, útil ao cientismo e a teologias mais cosmológicas que metafísicas.
-
A verdadeira inteligência, ao conhecer o Absoluto, conhece também o relativo e seu caráter ilusório, não sendo obrigada a considerar absoluto o que é apenas sublime ou dogmaticamente não qualificado quanto à relatividade, e tal conhecimento só é legítimo quando acompanhado de sinceridade existencial que harmonize conhecer e ser, sob pena de tornar-se mero som vazio.
-
O relativo é reconhecido como ilusório.
-
Sublimidade não implica absolutidade.
-
A sinceridade condiciona legitimidade.
-
Conhecer deve harmonizar-se com ser.
-
A metáfora do bronze que soa é evocada.
-
No espírito humano coexistem tendências de reduzir Deus ao mundo ou o mundo a Deus, sendo que a segunda pressupõe graus do Real e afirma o nada da manifestação diante do Princípio, enquanto a primeira resiste a tais graus e dilui tudo numa mesma existência.
-
A redução de Deus ao mundo mantém transcendência aparente.
-
A redução do mundo ao Princípio afirma nulidade da manifestação.
-
Graus do Real são pressupostos pela segunda tendência.
-
A primeira tendência nivela a existência.
-
A distinção entre Absoluto e relativo é decisiva.
-
A Incarnação, entendida como Deus feito homem, prova em linguagem cristã a divindade de princípio do Intelecto e exclui taras na razão incompatíveis com a natureza divina, pois as leis da lógica são sagradas como ontologia aplicada ao microcosmo racional, tendo por protótipo transcendente o Ser que mede suas possibilidades e, além da lógica, combinando necessidade e liberdade como artista e poeta.
-
Incarnação é citada como fundamento.
-
Leis da lógica são declaradas sagradas.
-
O Ser é protótipo da razão.
-
A Consciência divina é protótipo do Intelecto.
-
Necessidade e liberdade coexistem no homem.
-
A lógica não fundamenta a verdade, mas a verdade fundamenta a lógica, pois a Intelecção apreende além da lógica e esta intervém na explicação, enquanto o símbolo sugere à intuição sem se dirigir ao raciocínio discursivo.
-
Intelecção é comparada a visão.
-
Lógica é instrumento explicativo.
-
O símbolo atua como sugestão.
-
A verdade precede a formalização lógica.
-
A explicação exige recurso à lógica.
-
Ilógicos aparentes nas Escrituras ou nos escritos dos sábios resultam de elipse e dialética alusiva dirigida à intuição e à imaginação intelectual, cabendo aos comentadores restituir elos faltantes, não havendo direito sagrado ao absurdo.
-
A elipse explica contradições aparentes.
-
Dialética alusiva fala à imaginação intelectual.
-
Comentadores completam os encadeamentos.
-
A incoerência não é necessária.
-
A absurdidade não possui legitimidade.
-
A derivação de logikos de Logos indica simbolicamente que a lógica, reflexo mental da ontologia, não é arbitrária, mas fenômeno quase pneumatológico resultante da Natureza divina, situando-se entre natural e miraculoso no âmbito do naturalmente sobrenatural próprio do homem como pontifex, onde inerrância pode encarnar-se na natureza.
-
Logos é raiz etimológica de lógica.
-
A lógica testemunha a Natureza divina.
-
Naturalmente sobrenatural situa-se entre natural e miraculoso.
-
O homem é designado pontifex.
-
Inerrância pode encarnar-se no plano natural.
-
A inoperância eventual da lógica humana não deriva de seu caráter lógico, mas de sua condição humana sujeita a contingências psicológicas e materiais que a afastam de sua fonte onde coincide com o ser das coisas.
-
A limitação é contingencial.
-
A origem da lógica é transcendente.
-
Psicologia e matéria condicionam operação.
-
A fonte coincide com o ser.
-
A essência lógica permanece intacta.
-
A prática da meditação mostra que a intuição pode emergir por ocasião de operação racional provisória que atua como chave, desde que a inteligência disponha de dados corretos e de saúde moral fundada no sentido do sagrado, capaz de proporção e de intuição estética, pois todas as coisas estão interligadas.
-
A operação racional é causa ocasional.
-
Dados corretos são condição.
-
Saúde moral é necessária.
-
Sentido do sagrado fundamenta proporção.
-
A interconexão universal é afirmada.