Dizer conhecimento humano implica afirmar conhecimento do Absoluto, o que conduz ao mistério dos graus de realidade e da relatividade não apenas do mundo, mas também, a priori, do aspecto pessoal da Divindade, surgindo daí uma tensão entre a necessidade metafísica de explicar esse mistério e a impossibilidade teológica de fazê-lo sem ao mesmo tempo suspendê-lo, como se ao constatar círculos concêntricos se insistisse em vê-los como raios para preservar uma homogeneidade fundada em preconceito de continuidade linear, razão pela qual a especulação dogmatista ignora a mobilidade interior que permitiria hierarquizar perspectivas sem sacrificá-las ou reduzi-las abusivamente.
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A relatividade atinge também o aspecto pessoal da Divindade.
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A necessidade metafísica exige explicitação do mistério.
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A impossibilidade teológica tende a colocá-lo entre parênteses.
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A imagem geométrica opõe círculos concêntricos e raios.
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A mobilidade interior permite hierarquização sem redução.
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No seio da relatividade, o Absoluto mantém com ela tanto um vínculo de irradiação e continuidade quanto um vínculo de reflexo e descontinuidade, de modo que negar às hipóstases o primeiro vínculo equivaleria a negar-lhes o caráter divino figurado pela continuidade geométrica, enquanto negar-lhes o segundo equivaleria a confundi-las com a Essência pura e introduzir diferenciação no Absoluto, além de se reconhecer uma dimensão horizontal de distinção e identidade entre hipóstases que não gera dificuldade, ao passo que a dimensão vertical de continuidade e descontinuidade suscita cautelas relativas à sublimidade, à prevenção de heresia e à salvaguarda da simplicidade e unidade da Natureza divina apesar da complexidade do Mistério.
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Hipóstases participam de continuidade e de descontinuidade.
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A Essência não pode ser diferenciada sem contradição.
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Distinção e identidade coexistem sob o aspecto da substância principial.
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A dimensão vertical envolve questão de sublimidade.
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A simplicidade divina deve permanecer intacta.
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A própria existência do mundo pressupõe a complexidade no Princípio, pois negá-la implicaria privar o Absoluto da infinitude, ao passo que negar a simplicidade essencial de Deus implicaria multiplicar existências produtoras do existente, o que é contraditório, dado que a Existência é única por definição.
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A complexidade fundamenta a possibilidade do mundo.
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A infinitude pertence ao Absoluto.
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A simplicidade garante a unicidade da Existência.
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A multiplicação de existências é absurda.
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Deus é absoluto e ao mesmo tempo pode ser diferenciado, mas não sob o mesmo plano ou aspecto, pois enquanto absoluto ultrapassa suas qualificações como Trindade, Potência criadora, Onisciência e Onipotência, e enquanto diferenciado é considerado sob um aspecto relativo que permanece absoluto apenas em relação às criaturas por pertencer ao domínio principial.
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A diferenciação não ocorre no mesmo nível da absolutidade.
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Trindade, Potência criadora, Onisciência e Onipotência são aspectos.
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O aspecto diferenciado é relativo em si.
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Em relação às criaturas, o aspecto é principial.
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Alguns crentes sustentam que Deus seria absoluto sob todo e qualquer aspecto e que a lógica do metafísico não se aplicaria a Ele, considerando perversa a ideia de relatividade das qualidades divinas, mas tal posição implicaria admitir que Deus tenha concedido ao homem uma inteligência incapaz de verdade sobre Ele, negando o teomorfismo humano e o enraizamento das leis da razão em Deus, o que tornaria inútil afirmar que o homem foi feito à imagem divina.
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A objeção identifica Deus com absolutidade irrestrita.
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A inteligência humana é dom ordenado ao conhecimento de Deus.
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O teomorfismo concerne прежде de tudo à inteligência.
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As leis da razão não podem ser arbitrárias.
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Negar a raiz divina da razão contradiz a imagem de Deus.
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As leis da inteligência e da razão refletem as leis do Intelecto divino e não podem opor-se à natureza de Deus, pois a inteligência, ordenada ao cognoscível, deve espelhar a Inteligência divina, razão pela qual o homem é dito feito à imagem de Deus, e a pretensa superação de Platão, Aristóteles e dos escolásticos revela antes incapacidade de compreendê-los do que obsolescência de seus princípios.
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Inteligência deve corresponder ao cognoscível.
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A imagem divina fundamenta a capacidade cognitiva.
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Platão, Aristóteles e escolásticos são citados como referências.
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A crítica moderna denuncia incompreensão.
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A lógica não é incompatível com o divino.
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A acusação de que a razão possuiria taras incompatíveis com a natureza divina não se sustenta, pois se o homem é feito para conhecer Deus, não poderia ter recebido instrumento cognitivo que produzisse o contrário da realidade, e o fato de certos filósofos negarem Deus decorre de desvinculação da razão de suas raízes e não de sua estrutura intrínseca, como o demonstram Platão e Aristóteles, além de se dirigir a crítica àqueles que supõem que a Revelação possa chocar frontalmente as inteligências sem oferecer mais que o pari de Pascal.
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O conhecimento de Deus é exigência constitutiva.
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A razão não obriga ao ateísmo.
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Platão e Aristóteles afirmaram Deus.
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A crítica alcança teólogos e não teólogos.
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O pari de Pascal é mencionado como insuficiente.
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Quando Deus se torna objeto da inteligência humana, é Ele mesmo que se conhece no homem, e a faculdade racional, ainda que não esgote todas as dimensões dessa ciência, é estruturalmente conforme a ela.
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O conhecimento humano é participação no autoconhecimento divino.
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A razão é conforme à verdade que conhece.
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A conformidade não implica suficiência absoluta.
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A estrutura racional reflete ordem superior.
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A afirmação tradicional de que a razão não alcança Deus significa apenas que a razão isolada e privada de sua raiz intuitiva no Intelecto é insuficiente, não que seja intrinsecamente contraditória ao verdadeiro divino, pois nada do que é exprimível pode ser em si contrário à razão, e eventuais ilogismos decorrem de ignorância de dados ou de expressão elíptica.
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A raiz intuitiva da razão é o Intelecto.
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O inexprimível ultrapassa a razão isolada.
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O exprimível não pode ser irracional por essência.
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A elipse explica aparentes contradições.
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A totalidade objetiva da inteligência humana distingue o homem do animal e manifesta-se na razão e na linguagem, cujo domínio é o da lógica, de modo que nada exprimível pode escapar legitimamente à lógica ou aboli-la, e nenhuma religião exige admitir que a inteligência possua taras inerentes que a coloquem em contradição com o que se deve crer.
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Linguagem é sinal da totalidade intelectual.
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Lógica rege o domínio do exprimível.
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Nenhuma religião declara a inteligência intrinsecamente defeituosa.
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A exigência de fé não implica irracionalidade.
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A contradição formal não pode impor-se como verdade.
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Os adversários da razão reduzem o espírito humano à mera lógica e negam a Intelecção, embora usem argumentos lógicos para defender a Revelação, recusando reconhecer que a lógica do metafísico platonizante ou védantino é retrospectiva em relação à Intelecção e adotando dois pesos e duas medidas ao reivindicar para si a exposição lógica de certezas suprarracionais.
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A Intelecção é negada em favor de lógica restrita.
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A lógica metafísica é subordinada à intuição.
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Platonismo e Vedanta são mencionados.
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Há incoerência metodológica.
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Revelação é defendida por meios lógicos.
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A necessidade lógica que levou Gregório Palamas a conceber as Energias divinas para mediar entre o deus absconditus e o mundo revela que mesmo conceitos apresentados como inspirados obedecem a exigências racionais, e a crítica que acusa platonizantes de artificialidade ignora que a rejeição depende de pressuposto confessional que impede reconhecer validade fora de determinada tradição.
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Gregório Palamas é citado com as Energias.
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Deus absconditus é mencionado como termo.
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A inspiração do Espírito Santo é admitida.
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Platonizantes são defendidos contra acusação.
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O princípio confessional condiciona aceitação.
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Embora a natureza divina não esteja submetida às leis da lógica, estas estão ontologicamente submetidas à natureza divina e a testemunham, e nos domínios em que se tornam inoperantes sem serem contrariadas a inteligência compreende que o formal não exprime exaustivamente o informal, sendo ainda que eventos como a concepção virginal, a presença real na Eucaristia, a ressurreição dos mortos ou milagres são logicamente conformes quando entendidos, pois a Onipotência não pode implicar que Deus seja simultaneamente e sob o mesmo aspecto absoluto e relativo, simples e diferenciado.
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Leis da lógica procedem ontologicamente do divino.
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Formal e informal são distintos.
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Concepção virginal é citada.
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Eucaristia e ressurreição são citadas.
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Onipotência não implica contradição interna.
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As religiões monoteístas são vias de salvação apoiadas por moral e mística e não primordialmente sistemas metafísicos explícitos, mas por exigirem totalidade oferecem implicitamente a verdade total no simbolismo universal de seus dogmas, como quando Padres da Igreja afirmam que Deus se fez homem para que o homem se torne Deus, e a doutrina do Verbo constitui um conjunto de referências metafísicas sem que se possa impor uma epistemologia exclusiva e contrária às demais.
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Moral e mística acompanham a via salvífica.
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O simbolismo ultrapassa o literal.
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Padres da Igreja são mencionados.
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A doutrina do Verbo fornece referências metafísicas.
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Não há exclusividade epistemológica obrigatória.
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O metafísico cristão é solidário aos dogmas por perceber sua verdade universal e não por reduzir o Absoluto a um aspecto relativo, e a diversidade doutrinal não impede a unanimidade luminosa das verdades essenciais.
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A solidariedade decorre de percepção universal.
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A redução do Absoluto é rejeitada.
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A diversidade não anula a essência comum.
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A unanimidade essencial é afirmada.
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A divergência formal é secundária.
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A Escritura jamais declarou que Pai, Filho e Espírito Santo ou o Senhor dos Exércitos constituam o Absoluto, exigindo-se crer em Deus Pai onipotente criador e não que tal Deus seja o Absoluto enquanto tal, pois a Essência divina não é outro Deus acima do Deus diferenciado, mas o mesmo Deus considerado fora de todo aspecto determinativo.
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Pai, Filho e Espírito Santo são mencionados.
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Senhor dos Exércitos é citado.
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O credo refere-se ao Deus criador.
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A Essência não é um segundo Deus.
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O mesmo Deus é considerado sob outro aspecto.
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A doutrina dos graus do Real indica a totalidade do conhecimento, sendo Shankara no Hinduísmo exemplo dessa consciência, ao passo que Râmânuja e exoterismos semíticos negam graus extintivos, e entre os gregos Platão manifesta essa consciência enquanto Aristóteles com seu hylomorfismo acentua a perspectiva horizontal, útil ao cientismo e a teologias mais cosmológicas que metafísicas.
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Shankara representa totalidade no Hinduísmo.
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Râmânuja é associado à negação de graus extintivos.
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Platão expressa consciência vertical.
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Aristóteles favorece horizontalidade.
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O hylomorfismo serve ao cientismo.
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A verdadeira inteligência, ao conhecer o Absoluto, conhece também o relativo e seu caráter ilusório, não sendo obrigada a considerar absoluto o que é apenas sublime ou dogmaticamente não qualificado quanto à relatividade, e tal conhecimento só é legítimo quando acompanhado de sinceridade existencial que harmonize conhecer e ser, sob pena de tornar-se mero som vazio.
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O relativo é reconhecido como ilusório.
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Sublimidade não implica absolutidade.
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A sinceridade condiciona legitimidade.
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Conhecer deve harmonizar-se com ser.
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A metáfora do bronze que soa é evocada.
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No espírito humano coexistem tendências de reduzir Deus ao mundo ou o mundo a Deus, sendo que a segunda pressupõe graus do Real e afirma o nada da manifestação diante do Princípio, enquanto a primeira resiste a tais graus e dilui tudo numa mesma existência.
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A redução de Deus ao mundo mantém transcendência aparente.
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A redução do mundo ao Princípio afirma nulidade da manifestação.
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Graus do Real são pressupostos pela segunda tendência.
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A primeira tendência nivela a existência.
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A distinção entre Absoluto e relativo é decisiva.
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A Incarnação, entendida como Deus feito homem, prova em linguagem cristã a divindade de princípio do Intelecto e exclui taras na razão incompatíveis com a natureza divina, pois as leis da lógica são sagradas como ontologia aplicada ao microcosmo racional, tendo por protótipo transcendente o Ser que mede suas possibilidades e, além da lógica, combinando necessidade e liberdade como artista e poeta.
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Incarnação é citada como fundamento.
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Leis da lógica são declaradas sagradas.
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O Ser é protótipo da razão.
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A Consciência divina é protótipo do Intelecto.
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Necessidade e liberdade coexistem no homem.
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A lógica não fundamenta a verdade, mas a verdade fundamenta a lógica, pois a Intelecção apreende além da lógica e esta intervém na explicação, enquanto o símbolo sugere à intuição sem se dirigir ao raciocínio discursivo.
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Intelecção é comparada a visão.
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Lógica é instrumento explicativo.
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O símbolo atua como sugestão.
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A verdade precede a formalização lógica.
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A explicação exige recurso à lógica.
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Ilógicos aparentes nas Escrituras ou nos escritos dos sábios resultam de elipse e dialética alusiva dirigida à intuição e à imaginação intelectual, cabendo aos comentadores restituir elos faltantes, não havendo direito sagrado ao absurdo.
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A elipse explica contradições aparentes.
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Dialética alusiva fala à imaginação intelectual.
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Comentadores completam os encadeamentos.
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A incoerência não é necessária.
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A absurdidade não possui legitimidade.
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A derivação de logikos de Logos indica simbolicamente que a lógica, reflexo mental da ontologia, não é arbitrária, mas fenômeno quase pneumatológico resultante da Natureza divina, situando-se entre natural e miraculoso no âmbito do naturalmente sobrenatural próprio do homem como pontifex, onde inerrância pode encarnar-se na natureza.
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Logos é raiz etimológica de lógica.
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A lógica testemunha a Natureza divina.
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Naturalmente sobrenatural situa-se entre natural e miraculoso.
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O homem é designado pontifex.
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Inerrância pode encarnar-se no plano natural.
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A inoperância eventual da lógica humana não deriva de seu caráter lógico, mas de sua condição humana sujeita a contingências psicológicas e materiais que a afastam de sua fonte onde coincide com o ser das coisas.
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A limitação é contingencial.
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A origem da lógica é transcendente.
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Psicologia e matéria condicionam operação.
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A fonte coincide com o ser.
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A essência lógica permanece intacta.
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A prática da meditação mostra que a intuição pode emergir por ocasião de operação racional provisória que atua como chave, desde que a inteligência disponha de dados corretos e de saúde moral fundada no sentido do sagrado, capaz de proporção e de intuição estética, pois todas as coisas estão interligadas.
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A operação racional é causa ocasional.
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Dados corretos são condição.
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Saúde moral é necessária.
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Sentido do sagrado fundamenta proporção.
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A interconexão universal é afirmada.