A perspectiva do discernimento sintetiza no plano intelectual as atitudes de desapego e ato, e a perspectiva da identidade sintetiza além do humano as atitudes de paz e fervor, podendo essas posições combinar-se de diversos modos nas tradições, como no cristianismo que une renúncia e amor, no
budismo que une renúncia e paz nirvânica, no islã que combina combate e equilíbrio, e no Vedânta que funda-se no discernimento entre Real e irreal e o compensa pela identificação com o Si, sendo afirmado que toda tradição contém de algum modo as seis estações da sabedoria.
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Cristianismo é ligado a pureza e misericórdia.
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Budismo é ligado a renúncia e paz.
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Islã é ligado a combate e equilíbrio.
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Vedânta é ligado a discernimento e identificação.
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Seis estações são consideradas universais nas tradições.
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A divisão e inquietação do mundo suscitam respostas espirituais diversas como a afirmação da Unidade no islã, a encarnação redentora no cristianismo diante da impotência humana, e o renunciamento no
budismo diante do sofrimento e da instabilidade universais.
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Unidade é apresentada como evidência diante da divisão.
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Deus feito homem responde à natureza pecadora.
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Extinção responde ao sofrimento universal.
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Não há incompatibilidade entre metafísica e amor de Deus, pois amor designa toda via que nos liga ao Divino e nos faz preferir Deus ao mundo, sendo o melhor amor o que mais profundamente nos prende à Realidade, e Deus quer as almas independentemente dos métodos, sendo Amor tanto ao querer o mundo como Misericórdia quanto ao querer-Se a Si mesmo na própria infinitude.
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Amor é definido como preferência pelo Divino.
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Metafísica não é reduzida a construções mentais.
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Deus é Amor na criação e em Si mesmo.
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Misericórdia é ligada ao querer o mundo.
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Todas as grandes experiências espirituais concordam que não há proporção entre meios humanos e resultado divino, pois a separação entre homem e Realidade é como uma montanha ilusória que parece intransponível mas desaparece quando o homem persevera em agir em nome de Deus, revelando que a barreira nunca existiu.
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Palavra evangélica sobre impossibilidade humana é evocada.
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Deus é descrito como infinitamente próximo.
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Montanha simboliza a ilusão da separação.
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Perseverança em nome de Deus conduz ao desaparecimento do obstáculo.