A conhecimento transcendente se aprofunda pela ascese, pois esta contribui à sua maneira para a passagem do saber ao ser, assim como a ascese se aprofunda pelo conhecimento.
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Quando o conhecimento não está na possibilidade do homem, a ascese não tem a virtude de produzir a gnose, pois nenhuma disciplina pode modificar a amplitude do receptáculo humano.
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É absurdo avaliar uma ascese qualquer por seus eventuais frutos de ciência sagrada, o que obrigaria a contestar o heroísmo de muitos santos.
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Se o conhecimento é uma graça, é gratuito; se é gratuito, não pode depender essencialmente de atitudes volitivas.
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A intelecção metafísica, que é direta e portanto concreta, implica um certo desapego em relação ao mundo e ao eu, e exige a posteriori uma ascese conforme à sua natureza.
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O homem pode, em certo sentido, querer o que Deus não quer; mas não pode, em nenhum sentido, conhecer o que Deus não conhece.
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O vício é sempre da vontade, mas o erro como tal nunca é do conhecimento; há no intelecto um elemento participativo ou unitivo em relação a Deus — sobrenatural e não simplesmente humano.
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Não é o intelecto que penetra Deus, mas Deus que penetra o intelecto; ninguém pode escolher Deus sem ter sido escolhido por Ele.