A Substância é ao mesmo tempo suprema Realidade e supremo Bem, e como o bem tende a comunicar-se, essa tendência explica tanto a Relatividade hypostatique em Deus quanto a existência cósmica “fora de Deus”, de modo que Mâyâ não é apenas ilusão advaítina, mas concomitância necessária da Bontade do Real absoluto, implicando que se a Substância é boa projeta Mâyâ e se Deus é bom cria o mundo, e por isso Mâyâ é boa e, de modo misterioso, “não é outra coisa que Deus”.
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A comunicação do bem é apresentada como princípio ontológico explicativo.
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A existência cósmica é caracterizada como rayonnante e réverbérante.
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A bondade de Mâyâ é deduzida de sua procedência divina.
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A identidade paradoxal entre Mâyâ e Deus é afirmada em registro metafísico.
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Mâyâ é descrita como o souffle de Atmâ, com uma respiração extrínseca análoga à respiração terrestre entre interior e exterior, e o universo procede de Deus e retorna a Ele em ciclos microcósmicos e macrocósmicos, sendo Mâyâ o ar que Atmâ respira e uma qualidade da própria Infinitude.
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A analogia respiratória estrutura relação entre interioridade divina e exterioridade cósmica.
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Os ciclos cósmicos são apresentados como movimento de procissão e retorno.
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Mâyâ é definida como qualidade da Infinitude e meio do desdobramento.