Quem admite a presença do Absoluto no mundo (no Cristo) deve admitir a presença do relativo em Deus (no Verbo), pois o Absoluto como tal não cria, não revela, não salva; a recusa dessa relativiade hipostática confunde o absoluto com o sublime, atribuindo à Divindade uma “absolutição absoluta” em todo aspecto, quando o culto de latria se dirige a Deus não por sua ausência de relatividade (inacessível), mas por sua absolutição em relação ao mundo, aliada a um aspecto de relatividade que possibilita o contato.
-
Negar a relatividade in divinis leva a considerar o Criador, Revelador ou Redentor como situado aquém de Deus, à maneira de um demiurgo.
-
A confusão entre absoluto e sublime leva a exigir que Deus seja “absolutamente absoluto” sob todo aspecto, o que O tornaria inacessível.
-
Deus é digno de adoração por ser absoluto em relação ao mundo, comportando, ao mesmo tempo, um aspecto de relatividade que permite o contato.
-
A objeção de que a tese da reciprocidade entre Absoluto e relativo não considera a incomensurabilidade entre os dois termos é verdadeira e falsa, pois, para considerar a incomensurabilidade, não se pode simplesmente negar a relatividade no Princípio, mas sim retirar o Princípio criador do Absoluto intrínseco, o que leva à alternativa entre Paramâtmâ e Mâyâ e à absorção do segundo pelo primeiro, solução que os negadores da relatividade in divinis não aceitam por afirmarem a realidade incondicional do mundo.
-
Os negadores da relatividade in divinis querem um Deus “absolutamente absoluto” e um mundo incondicionalmente real, mantendo “os dois pés na terra”.
-
O Universo é uma dimensão interna e onírica de Deus, que reflete as qualidades divinas de modo contrastado, móvel e privativo, realizando a possibilidade, contida na Infinitude divina, de Deus ser outro que Deus.