A prática da rememoração do Buda contém intrinsecamente todas as perfeições espirituais, unificando o renúnciamento temporal, a virilidade do eterno presente, a paciência centrada na graça e a caridade expansiva em um único ato de concentração.
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Inerência dos paramitas no buddhânusmritî.
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Fixação da duração no instante eterno.
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Plenitude positiva do Vazio na contemplação.
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A redução da via aos pilares fundamentais da fé e da ação resume as virtudes contemplativas e ativas, abrangendo a totalidade das qualidades intelectuais e volitivas necessárias para atualizar a natureza búdica inata.
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Correspondência com discernimento e concentração.
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Elementos estáticos e dinâmicos na ascese.
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Descrição do que somos eternamente através do que devemos ser.
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O simbolismo espacial do Mahayana associa os cinco Budas de Meditação e o Buda Primordial aos pontos cardeais e aos elementos, estabelecendo uma correspondência analógica entre as qualidades cósmicas e os aspectos da sabedoria imutável e invencível.
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Vairochana no centro correspondendo ao éter e à verdade.
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Distribuição dos elementos (ar, água, terra, fogo) e virtudes pelos pontos cardeais.
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Adi-Buddha ou Prajnaparamita no zênite, além do espaço.
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A integração esotérica dos cinco elementos objetivos na consciência subjetiva prefigura a síntese das virtudes na sabedoria, revelando que perceber a vacuidade das coisas equivale a reconhecer sua substância idêntica à profundidade do próprio coração.
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Consciência (chitta) como sexto elemento superior.
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Identidade entre asseidade das coisas e asseidade da consciência.
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Visão do mundo contida na realização do coração.
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A perspectiva amidista identifica o Buda da Luz Infinita com o princípio supremo sob o simbolismo do oeste e da água, conferindo centralidade à virtude da paciência que paradoxalmente une a passividade da entrega à força inquebrantável do diamante.
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Conexão entre o Voto de Amitabha e a perfeição passiva.
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Espera confiante pelo esgotamento do karma.
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Necessidade de determinação dura como diamante para manter a suavidade da fé.