Embora a Substância divina seja além da polaridade sujeito-objeto, ela é concebida como realidade objetiva transcendente e abstrata, e essa concepção é julgada inadequada por reter separação, de modo que compreender plenamente noções como Absoluto, Infinito, Essência, Substância e Unidade obriga a ultrapassar a separatividade conceitual e buscar o Real no fundo do Cœur por meios tradicionais, sob pena de dispersão, revelando a Substância transcendente como imanente e inclusiva.
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A inadequação decorre da não proporcionalidade entre forma dual e conteúdo absolutamente simples.
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A alternativa opõe satisfação conceitual associada aos filósofos convencionais à exigência de superação.
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A busca do real é condicionada por meios tradicionais e não por aventura individual.
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A máxima “quem não ajunta comigo, dispersa” fundamenta a crítica da dispersão.
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O resultado é a revelação da substância como imanente e inclusiva.
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Sendo Deus tudo o que é, a exigência é conhecê-lo com tudo o que se é, e conhecer o infinitamente amável implica amá-lo infinitamente, pois nada é amável senão por Ele.
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O conhecimento é apresentado como totalização existencial, não apenas intelectual.
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A amabilidade universal das coisas é atribuída a Deus como fonte.
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O amor é apresentado como consequência necessária do verdadeiro conhecimento.