A redução das atitudes religiosas a reflexos de medo e servilidade é colocada em continuidade com o psicologismo simplificador e exigiria prova de que os temores religiosos são infundados e compreensão do sentido interior das atitudes devocionais.
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A necessidade de provar o caráter mal fundado das temores religiosos é explicitada.
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A exigência de compreender sentido e consequências interiores das atitudes devocionais é apresentada.
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Humilhar-se diante do Absoluto é afirmado como não degradante objetiva nem subjetivamente.
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A pergunta “quem” se prostra distingue ego e núcleo transpessoal ligado à Imanência divina.
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A prostração é tratada como consciência de dependência ontológica do Ser Uno.
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A aparência de humilhação é atribuída à decadência congênita humana.
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A personalidade deiforme e imortal é descrita como portadora de majestade visível no corpo humano.
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As religiões são apresentadas como as primeiras a reconhecer essa majestade.
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Também é afirmada a existência de algo no humano que merece constrangimento e rebaixamento.
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O ego na animalidade humana não é colocado como imune a reprovação celeste.
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O desequilíbrio deve contas ao Equilíbrio e à Totalidade, não o contrário.
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A consciência dessa situação é colocada como condição primeira da dignidade humana, obscurecida por demagogia erigida em “imperativo categórico”.