O homem, para estar em acordo consigo mesmo, deve submeter-se consciente e voluntariamente ao mundo enquanto Realidade divina e Verbo, e não enquanto mundo; essa submissão é conformidade ao destino, único aspecto em que o mundo exige submissão.
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A submissão ao mundo é também Conhecimento, segundo o modo próprio ao aspecto passivo das criaturas.
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O preceito citado de oferecer a outra face se dirige ao inimigo enquanto destino, portanto enquanto expressão do Verbo, e não ao inimigo como tal.
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Conhecendo a Realidade divina, o homem afirma também o mundo enquanto se identifica essencialmente a ela, e afirma a si mesmo enquanto é essa mesma Realidade, o que fundamenta o amor ao próximo e o amor a si mesmo como amor à Realidade una.
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O preceito de amar o próximo como a si mesmo implica que o homem deve amar-se, pois só se pode amar o que é.
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Quem conhece sua alma conhece seu Senhor; quem a afirma afirma o Senhor, isto é, salva-a, pois quem verdadeiramente se ama se salva.
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A afirmação espiritual do mundo implica a negação da imperfeição, que existe no mundo como parte, nunca como totalidade.
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A danação é a identificação com o nada que existe; o homem, não tendo se criado, não pode se aniquilar, apenas se danar.
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O homem deve submeter-se ao Verbo enquanto este é destino, mas participa ativamente de seu destino enquanto é ele mesmo Verbo por sua afirmação existencial, distinguindo-se um destino externo e aparentemente evitável e um destino interno e aparentemente inevitável.
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O destino externo é manifestação do Verbo no mundo; o destino interno é manifestação do Verbo no ego.
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É possível combater uma doença sem contradição com a submissão a ela como Verbo, pois a submissão se dirige ao destino e o esforço se dirige à doença como negação da afirmação corporal.
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A natureza física, a idade e a morte são incontornáveis porque são o próprio ser do indivíduo; a extinção em Deus é o único plano em que a negação da determinação individual é possível.
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Como tudo é Conhecimento e nada existe fora dele, o único caminho para a Realidade é o próprio Conhecimento, e todo ato de conhecer é o conhecimento que a Divindade tem de si mesma.
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O homem só pode tornar-se o que já é; se não fosse essencialmente Conhecimento, seu fim não poderia ser o Conhecimento.
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O Amor é também Conhecimento, e nada pode conduzir à Realidade a não ser ela mesma.
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Dizer “conhecemos tal coisa” significa: a Divindade, enquanto nós, conhece a Divindade enquanto tal coisa, sendo todo conhecimento absoluta e infinita Plenitude.