Os quatro dons divinos legados pelo
Buda, a Doutrina da Libertação, o Símbolo visível do Bem-Aventurado, sua Potência espiritual e seu Nome salvador, encontram equivalentes no Cristo e no Islã, e devem se encontrar sob formas apropriadas em todos os Mensageiros divinos.
-
No Cristo: a Doutrina da Redenção e do Amor, a Eucaristia, o Paráclito, e o Nome salvador de Jesus tal como é invocado no Hesicasmo.
-
No Islã: a Doutrina da Unidade (tawhid) representada pelo Livro e pela Tradição profética; o Corão como tal em sua materialidade sagrada sob o triplo aspecto da língua, do som e da escrita; a influência espiritual legada pelo Profeta (Barakatu Mohammed); e o Nome supremo (El-Ismul-a'azhem) de Allah.
-
A beleza sobrenatural do
Buda torna-se no Islã a beleza incomparável e intraduzível do Corão, que é como a natureza divina do Enviado de Allah.
-
No exoterismo islâmico, o Profeta não ocupa a posição central que Cristo e
Buda ocupam em suas tradições, em razão da perspectiva da transcendência absoluta do Princípio divino que nivela tudo o que é criatura; mas no Sufismo Mohammed torna-se central e divino.
-
O Budismo e o Cristianismo, um como o outro, rejeitaram exteriormente a forma de que eram originários, apresentam-se como a essência espiritual ou especificamente iniciática da tradição precedente tornada mais ou menos literalista ou farisaica, e adaptaram essa essência às necessidades de uma existência tradicional autônoma e integral, permitindo aos tesouros espirituais uma expansão e um irradiar que ultrapassam as possibilidades dos quadros primitivos.