O símbolo iniciático é uma dupla manifestação de Deus, primeiro sob o aspecto da forma e depois sob o da Presença; a forma, para poder veicular a Presença, deve refletir diretamente uma Realidade divina, e não pode derivar de um querer humano.
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A Presença se manifestará na materialidade imediata do Símbolo sagrado e, por isso mesmo, no homem qualificado, conforme por sua natureza e pela iniciação à natureza do Símbolo.
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Três condições são exigidas: a exatidão do Símbolo, sua consagração, e a consagração do homem que deve assimilá-lo; o exemplo da hóstia eucarística, o da imagem sagrada e o do rito incantatório ilustram respectivamente essas condições.
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Todo símbolo iniciático é, por sua forma, necessariamente um símbolo natural ou existencial; mas nem todo símbolo natural é necessariamente um símbolo iniciático, sem o que toda aparência seria em última análise tal símbolo.
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O Símbolo é Deus e se identifica ao Filho sem o qual ninguém chega ao Pai, em razão da identidade vertical em que só a natureza essencial conta, não o plano existencial em que essa natureza se manifesta.
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O rapport entre o Símbolo e o microcosmo corresponde analogicamente ao rapport entre os princípios masculino e feminino: atividade e transcendência do Símbolo de um lado, passividade, virgindade e fecundidade do microcosmo de outro.