O Cristianismo associa-se a milagre, amor e sofrimento, enquanto o Islã associa-se a verdade, força e pobreza, configurando climas espirituais distintos.
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A barakah cristã corresponde a calor central.
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A piedade islâmica evoca luz branca presente.
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A ascese islâmica é sóbria e desértica.
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Elemento musical recria clima análogo ao cristão.
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A ênfase islâmica na Verdade como elemento impessoal descentraliza sua mitologia, sem excluir a identificação entre verdade e realidade.
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No Cristianismo, a Realidade divina manifesta-se no Cristo.
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Não há conhecimento do Real sem verdade metafísica.
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Verdade pode significar realidade.
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Manifestação subjetiva do Absoluto é tão real quanto a objetiva.
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A certeza equivale ao milagre.
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A questão da historicidade não altera o valor espiritual das verdades, pois modos de manifestação correspondem às disposições mentais humanas.
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O maravilhoso indica transcendência.
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A exageração pode expressar nostalgia do Infinito.
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Milagres introduzem o maravilhoso no sensível.
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Deus prioriza eficácia simbólica sobre literalidade.
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A obscuridade expressiva indica profundidade.
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O Verbo incriado transcende a linguagem criada.
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A base histórica não é inferior à mitológica enquanto símbolo, mas torna-se problemática quando substitui a realidade metafísica que expressa.
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O simbolismo da vida do Budha exprime realidades espirituais.
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A forma histórica foi necessária em contexto de historismo e empirismo.
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Excesso de insistência histórica obscurece transparência espiritual.
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As provas históricas não garantem plenamente os meios de graça, sendo a tradição e a santidade critérios mais decisivos.
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A tradição garante tanto história quanto simbolismo.
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Os santos testemunham mais profundamente que historiadores.
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Negar tradição implica negar causalidade espiritual.
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A verdade histórica é exata, mas menos real que a verdade profunda simbolizada também pelos mitos.
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A realidade superior engloba a inexatidão.
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O simbolismo mítico é mais verdadeiro que fato bruto.
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Deus prioriza eficácia simbólica.
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Distinguem-se três graus de historicidade: mitologia, historicidade mitigada e historicidade exata.
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Mitologia inclui criação e relatos primordiais.
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Historicidade mitigada inclui Noé, Jonas e avatâras de Vishnu.
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No Judaísmo, historicidade rigorosa inicia-se no Sinai.
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No Cristianismo, manifesta-se no Novo Testamento.
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Apócrifos e Lenda Dourada não são canônicos.
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No Islã, aplica-se à vida do Profeta, Companheiros e hâdith reconhecidos.
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Relatos pré-islâmicos possuem simbolismo mítico.
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A perspectiva histórica cristã é legítima enquanto integrada ao não-historismo platônico, sem implicar superioridade.
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O personalismo decorre da Encarnação.
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O Cristianismo contém metafísica e gnose.
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A gnose não é universalmente acessível.
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O Platonismo pode ser metafísico por não ser religião.
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A relação entre objeto e fé comporta primazia normal do objeto, mas admite predominância excepcional da fé sobre ideia.
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A fé possui polo objetivo-dogmático e subjetivo-místico.
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A ideia determina a qualidade da fé.
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Possibilidade universal permite supremacia do polo fé.
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Exemplo tibetano da dentição canina irradiando por fé ardente.
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Pureza e nobreza preservam a fé de erro decisivo.
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A ideia deve aparecer como luz, não obscuridade.
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A atitude de certos bhaktas privilegia intensidade da fé sobre literalidade do símbolo, como exceção confirmadora da regra.
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Critério de verdade reside na negação do ego.
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Existem almas simples sob todo céu.
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Não se confunde ingenuidade com heresia intrínseca.
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A magia da alma pode sobrepor-se à retidão simbólica.
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Trata-se do mistério da fé que move montanhas.
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A gnose ou philosophia perennis constitui o vínculo vertical entre as linguagens religiosas, mantendo as Escrituras como critério.
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A gnose manifesta-se como fogo descontínuo.
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A intelecção é recordação, não aquisição.
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O Intelecto identifica-se ao Logos por filiação essencial.
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O discernimento aplica-se apenas ao relativo.
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O Intelecto assemelha-se a sono profundo supra-consciente.
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A gnose assegura continuidade da consciência do absoluto.
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A consciência da verdade não admite justificação externa, pois coincide com inteligência, liberdade e ser.