Certos teóricos vedantinos, para afirmar a realidade exclusiva do Si como testemunha interior, negam a realidade do objeto como se o mental criasse o mundo, esquecendo que uma polaridade não tem sentido sem o termo oposto e que as Escrituras ensinam o contrário.
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Reduzir objeto a sujeito não explica a causa do mundo.
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A redução não explica a homogeneidade pela qual todos veem o mesmo sol.
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O único argumento válido situa a ilusão como sonho coletivo e não sonho de indivíduo singular.
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Se fosse ilusão individual, cada indivíduo sonharia mundo diferente.
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O sujeito coletivo inclui toda a humanidade e, em escala maior, todas as criaturas terrestres.
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A homogeneidade empírica decorre de solidariedade num sonho cósmico com sensibilidade comum.
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A montanha é montanha para uma formiga e não é atravessável como se fosse sonho individual.
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Existe um ser terrestre multiforme com graus e compartimentos, centrado no estado humano.
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Reações homogêneas incluem calor e luz do sol e impenetrabilidade da rocha.
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O ser coletivo estende-se além do terrestre, pois a sensação sol pode ocorrer também para seres extraterrestres.
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Um cosmos particular é sistema fechado apenas relativamente, pois a Existência é una.
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Só o Universo total pode ser chamado sonho puro e simples, por exigir sujeito único.
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No sujeito único da Alma universal, sonho equivale a mâyâ.
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O céu estrelado é sonho enquanto concebido pela Alma universal em jogo livre motivado pela Beatitude.
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A abóbada estelar é imaginação de camada universal da consciência e não do ego.
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O Homem universal sonha e os indivíduos sonham nele e com ele.