A natureza humana tende a enclausurar-se em alguma limitação, tendência intensificada numa época que destrói quadros de universalidade, de modo que o bhakta arrisca negligenciar a verdade objetiva e o jnânî arrisca negligenciar as perfeições humanas e o vínculo humano com Deus.
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A distinção amor-conhecimento ou bhakti-jnâna estrutura duas alternativas: caridade-egoísmo e verdade-erro.
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O bhakta é volitivo e afetivo e pode subestimar a verdade objetiva.
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O jnânî é intelectivo e pode subestimar perfeições humanas e ligação humana com Deus.
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A referência recai sobre tipos espirituais, não sobre realizações plenas.
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O jnânî pode carecer de caridade como gênio intelectual preso à teoria, mas não como espírito realizado.
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A bhakti comporta realizações mais elementares e fáceis por não ultrapassar necessariamente o humano.
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A bhakti é concebível fora da intelectualidade estrita e, parcialmente, fora da ortodoxia estrita.
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Uma perfeição bhaktica sem elemento intelectual equivale a corpo sem esqueleto fora do meio tradicional.
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A civilização tradicional funciona como esqueleto externo que pensa pelo bhakta e neutraliza suas incartadas.
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Sacrificar o próprio juízo só é legítimo quando existe inteligência garantida na ambiência tradicional.
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Uma perfeição jnânica sem caridade ou sem serenidade equivale a esqueleto sem carne.
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A beleza da alma, feita de paz e generosidade sem frouxidão, complementa a atividade mental derivada da intelecção.
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Essa beleza é inerente ao jnâna na medida em que se identifica à gnose pura.