A exigência de prova para afirmações teológicas aplica-se igualmente às negações ateístas, pois o caráter absoluto de uma proposição, seja ela positiva ou negativa, obriga à demonstração, refutando a ideia de que a incredulidade é um axioma natural.
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Arbitrariedade do juridismo racionalista.
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Obrigação de provar a inexistência afirmada.
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Normalidade da prova do invisível para o teísta.
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A interpretação correta da prova ontológica de Santo Anselmo não infere a existência de Deus a partir do conceito, mas estabelece que a capacidade humana de conceber o Absoluto é causada pela própria realidade de Deus operando na inteligência.
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Deus não é real porque o concebemos; concebemos porque Ele é real.
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Possibilidade da razão fundada na intuição pré-racional.
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Prerrogativa característica do ser humano.
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A crítica à prova ontológica falha ao confundir a imaginação subjetiva com a concepção do Absoluto, ignorando que o Objeto absoluto determina o sujeito e que “sem um Deus real, não há homem possível”.
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Base na analogia entre macrocosmo e microcosmo.
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Conhecer o Absoluto implica uma identidade de essência.
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O incognoscível refere-se à modalidade mental, não à substância intelectual.
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A demanda por provas lógicas de Atma (o Si) ou Maya (a Ilusão) é inadequada devido à proximidade absoluta dessas realidades, sendo que a própria noção de ilusão possui uma realidade relativa que se conecta ao Real.
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A noção do Real é real (um raio de Atma).
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Impossibilidade de Maya sem Atma.
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Regime lógico e ontológico da ideia de contingência.
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O ponto de partida do lógico puro é a dúvida e a ignorância, consideradas anormais para o homem primordial, enquanto o metafísico parte da analogia e da identidade intelectual e existencial.
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Símbolos geométricos da Conhecimento: ponto, círculo, raio, espiral.
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Verdade emanando do Real e Conhecimento estendendo-se a ele.
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A objeção de Ramanuja contra a distinção shankariana de Brahma e Maya é refutada ao considerar que o Absoluto é Sujeito puro e indivisível, e que Maya é a projeção necessária de Sua Infinitude e Toda-Possibilidade.
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Maya não introduz dualidade no Sujeito puro.
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Negação de Maya equivale a negar a natureza radiante do Self.
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Necessidade ontológica da projeção cósmica.
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Exigir prova da intelecção metafísica é comprovar a própria cegueira espiritual, análogo a pedir prova da sensação, mas a ausência dessa visão direta pode ser suprida pela intuição moral e estética da fé.
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Acesso ao sobrenatural via Revelação para o homem comum.
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Realidade de Deus penetrando todo o ser.
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Incoerência da “casa dividida contra si mesma”.
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A remoção de Deus do universo reduz a realidade a um deserto de gelo e matéria morta, onde a caridade humanista atua frequentemente como uma compensação psicológica para a amargura espiritual e o ódio ao divino.
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Empobrecimento e rigidez da alma sem fé.
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Incompatibilidade entre ateísmo e a beleza ou doçura profundas.
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Paixões cegas cobrindo um coração morto.
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O criticismo racionalista (kantiano) incorre na contradição fundamental de tentar definir os limites da razão utilizando a própria razão, o que equivale ao olho tentando ver o próprio nervo óptico ou a mão tentando agarrar a capacidade de preensão.
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Arbitrariedade de classificar a experiência mística como ilusão.
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Impossibilidade de legislar sobre a razão sem o Intelecto puro.
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Sobrevivência do kantismo na abolição da inteligência especulativa.
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A aposta de Pascal mantém sua força não apenas pelos argumentos lógicos, mas pelo peso qualitativo da autoridade das Escrituras e do testemunho unânime dos sábios e santos, que são os únicos qualificados para falar em nome do homem integral.
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Importância quantitativa e qualitativa das vozes favoráveis a Deus.
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Se os santos não definem o humano, o homem não existe.