Aristóteles afirmou que cada língua é uma alma, isto é, uma dimensão psíquica ou mental, havendo línguas paralelas como o francês e o italiano, e línguas complementares como o francês e o alemão.
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Maître Eckhart é citado como exemplo de combinação feliz entre a força simbolista e imaginativa do germânico e a racionalidade clara e precisa do latim.
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Todo ser humano carrega em si a virtualidade de todas as línguas e, por conseguinte, de todas as almas.
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As línguas antigas são qualitativamente equivalentes no sentido de possuírem a qualidade necessária para servir como língua litúrgica, condição que as línguas modernas não preenchem.
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As línguas modernas são marcadas pelo individualismo e por hipertrofias e atrofias dele decorrentes, o que lhes retira universalidade e primordialidade.
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As línguas ditas “primitivas”, não fixadas pela escrita, nunca sofreram a influência de ideologias antimetafísicas e profanizantes, tendo preservado o senso do sagrado.
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Três graus são distinguidos para as línguas europeias: o do grego, latim, gótico e eslavo eclesiástico, quase equivalente ao das línguas sagradas; o do italiano de Dante e do alemão de Maître Eckhart, no limite do utilizável liturgicamente; e o das línguas europeias a partir do século XVII ou XVIII, inadequadas ao uso litúrgico.
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A linguagem humana é por definição coisa sagrada, e negligenciá-la ou destruí-la constitui uma verdadeira infração contra a dignidade essencial do homem.
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O jargão demagógico imposto em nome de um sincerismo baseado na vulgaridade real ou suposta das massas e propagado pelos mass media é o oposto da dignidade preservada mesmo nas línguas profanas.
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A trivialidade imposta resulta da irreligião e da perda do senso do sagrado, não de uma norma humana autêntica.
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A distinção entre evolução e degenerescência se aplica também aqui: a língua de Dante é apresentada como evolução legítima e providencial a partir do latim, sem relação com o desleixo popular dos patois nem com a destruição sistemática das línguas.
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O interesse pelas menores questões linguísticas se justifica pela conexão entre linguagem e fatores espirituais: a linguagem é o homem, é sua deiformidade, e falar é ser feito à imagem de Deus.
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A primeira palavra pronunciada pelo homem foi uma oração em resposta à Palavra criadora, e o primeiro vocábulo humano foi o Nome do Eterno.