Se na antiga Igreja foram as ícones que prevaleceram, foi também porque a solução justa se impôs por revelação: são Lucas, apóstolo, criou a primeira ícone da Virgem; e santa Verônica, com o santo Sudário, foi a origem da imagem da Santa Face.
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O princípio mesmo do retrato sagrado está enunciado na sentença budista: os Budas salvam também por sua beleza sobre-humana.
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A ausência de imagens entre a maioria dos xamanistas mongoloides, incluindo os Peles-Vermelhas, tem outra explicação: a natureza virgem é ela mesma imagem divina, cabendo ao Grande-Espírito, e não ao homem, fornecer a imagem-sacramento do invisível.
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As imagens pintadas e esculpidas também têm Deus como autor, pois é Ele que as revela e cria através do homem, oferecendo a imagem de si mesmo ao humanizá-la.
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Se o homem é feito à imagem de Deus, é porque Deus é o protótipo da imagem humana.
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Se a natureza virgem é imagem de Deus, o homem, situado no centro dessa natureza, o é igualmente: é ao mesmo tempo testemunha da imagem divina que o envolve e essa própria imagem quando Deus, na arte sacra, toma a forma do homem.
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É a deiformidade do corpo humano que inspirou o nudismo sagrado, desacreditado nas religiões semíticas por razões de perspectiva espiritual e oportunidade social, mas sempre presente na Índia, pátria imemorial dos gimnosofistas.
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Krishna, ao retirar o vestuário das gopis adoradoras, as batizou de certo modo: as reduziu ao estado anterior à queda.
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A via libertadora é tornar-se novamente o que se é.