Todo ser humano busca felicidade, mas não há felicidade perfeita fora de Deus e qualquer alegria terrestre requer a bênção do Céu, de modo que a oração coloca diante de Deus como Beatitude pura e, havendo consciência disso, nela se encontra Paz, sendo bem-aventurado quem possui senso do Sagrado e abre o coração a esse mistério.
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Busca de felicidade é apresentada como dimensão natural humana.
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Felicidade perfeita é negada fora de Deus.
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Bênção do Céu é indicada como necessidade para qualquer felicidade terrestre.
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Deus é apresentado como Beatitude pura perante a qual a oração coloca o ser humano.
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Paz é indicada como fruto da consciência dessa presença.
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Senso do Sagrado é apresentado como condição de abertura do coração ao mistério.
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A mortalidade humana e a posse de uma alma imortal determinam outra dimensão da oração, pois é necessário atravessar a morte e preocupar-se com a Eternidade que está nas mãos de Deus.
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Mortalidade é indicada como dado da condição humana.
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Alma imortal é indicada como contraponto essencial.
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Passagem pela morte é afirmada como inevitável.
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Eternidade é apresentada como objeto de cuidado e como dependente de Deus.
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Nesse contexto a oração é simultaneamente apelo à Misericórdia e ato de fé e confiança.
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Misericórdia é indicada como finalidade do apelo.
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Fé e confiança são apresentadas como modos do ato orante.
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Dupla função da oração é explicitada como pedido e adesão.
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A inteligência capaz de conhecimento metafísico é apresentada como apanágio fundamental humano e por isso determina uma dimensão da oração que coincide com meditação, tendo por sujeito primeiro a realidade absoluta do Princípio Supremo e depois a não-realidade ou realidade relativa do mundo que o manifesta.
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Inteligência metafísica é indicada como distintivo humano fundamental.
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Oração como meditação é apresentada como consequência necessária dessa capacidade.
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Princípio Supremo é afirmado como realidade absoluta e primeiro tema.
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Mundo é qualificado como não-realidade ou realidade relativa e como manifestação do Princípio.
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Intenções que excedem a própria natureza não devem ser adotadas, de modo que quem não é metafísico não deve supor obrigação de sê-lo, pois Deus ama crianças e sábios e ama a sinceridade de quem sabe permanecer criança.
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Limite da natureza pessoal é apresentado como critério de intenção legítima.
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Obrigação de ser metafísico é negada para quem não o é.
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Deus é dito amar crianças e sábios.
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Sinceridade de permanecer criança é indicada como objeto desse amor.
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Há dimensões da oração que se impõem a todos e outras que podem ser apenas saudadas de longe, pois importa que haja sinceridade diante de Deus e não grandeza ou pequenez, já que o ser humano é sempre pequeno diante do Criador e ao mesmo tempo há grandeza em dirigir-se a Deus, e em última análise toda qualidade e mérito pertencem ao Sumo Bem.
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Dimensões universais da oração são distinguidas de dimensões opcionais.
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Sinceridade diante de Deus é indicada como critério central.
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Pequenez humana diante do Criador é afirmada.
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Grandeza do ato de dirigir-se a Deus é afirmada.
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Qualidade e mérito são atribuídos ao Sumo Bem em última instância.
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A oração meditativa possui uma dimensão cujo tema é a realidade absoluta do Princípio e correlativamente a não-realidade ou menor realidade do mundo que o manifesta.
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Meditação é reafirmada como dimensão específica da oração.
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Princípio é reiterado como realidade absoluta.
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Mundo é reiterado como realidade menor ou aparência que manifesta o Princípio.
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Relação de correlação entre os dois temas é indicada.
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Não basta afirmar que Brahma é realidade e o mundo é aparência, pois também se requer a verdade de que a alma não é outra senão Brahma, o que permite tender ao Princípio não apenas intelectualmente mas existencialmente graças à consciência do eu capaz de união subjetiva, de modo que o ego é separado da Divindade imanente enquanto manifestação e não Princípio e contudo não é outro que o Princípio enquanto manifestação, como o reflexo do sol no espelho não é o sol mas não é outro que ele enquanto luz solar.
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Brahma como realidade e mundo como aparência são tomados como primeiro enunciado insuficiente.
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Alma como não outra que Brahma é apresentada como segundo enunciado necessário.
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Tendência ao Princípio é descrita como intelectual e também existencial.
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Consciência do eu é indicada como base possível de união subjetiva.
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Ego é caracterizado como manifestação e por isso separado do Princípio.
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Não-outredade do ego em relação ao Princípio é afirmada enquanto manifestação.
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Reflexo do sol no espelho é usado como analogia de distinção sem alteridade essencial.
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Com essa consciência permanece a postura diante de Deus simultaneamente transcendente e imanente, e cabe a Deus decidir a amplitude da consciência contemplativa e o mistério do destino espiritual, pois conhecer Deus unitivamente significa que o próprio Deus se conhece no ser humano, ainda que não seja possível saber em que medida tal Consciência divina de Si será realizada, sendo irrelevante sabê-lo ou não já que tudo está nas mãos da Providência.
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Transcendência e imanência divinas são mantidas conjuntamente.
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Envergadura da consciência contemplativa é atribuída à decisão divina.
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Destino espiritual é colocado sob o mistério querido por Deus.
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Conhecer unitivamente é definido como Deus conhecendo a si mesmo no ser humano.
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Medida dessa realização é indicada como incognoscível ao ser humano.
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Irrelevância prática de conhecer essa medida é afirmada.
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Providência é indicada como domínio final de todas as coisas.