A Vida eterna, embora pertencente à manifestação celestial, encontra-se transfigurada pela proximidade de Deus, não estando sujeita às privações e antinomias próprias do mundo terrestre.
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A assimetria entre os ordens resulta da incomensurabilidade entre Atma, a única Realidade, e Maya, a manifestação.
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Brahma representa o repouso divino entre as criações, distinguindo-se da dissolução cósmica ou pralaya.
O instinto sacrificial coincide com a nobreza de caráter e o domínio de si, qualidades que exigem uma disciplina necessária tanto para a percepção da verdade quanto da beleza.
A religião exerce uma função ecológica fundamental ao prover o quadro sacrificial e moral indispensável para a subsistência da sociedade e do indivíduo.
A decadência e os abusos nas tradições milenares decorrem da natureza humana, mas a solução moderna de abolir o bem para evitar excessos é um erro que conduz ao suicídio progressista.
A Igreja latina, ao institucionalizar a suspeição moral sobre a sexualidade em vez de integrá-la, gerou complexos de pecado e reações opostas que culminaram na opulência sensual da Renascença e do Barroco.
A guerra intertribal em culturas tradicionais e castas guerreiras, como os kshatriyas mencionados pelos hindus, fundamenta-se na ideia de que a ausência de provação conduz à degeneração social.
O mundo ocidental moderno nega o princípio sacrificial através de um perfeccionismo irrealista e das noções de progresso que ignoram a hierarquia dos valores e a necessidade da dimensão interior.
O princípio sacrificial, embora negativamente formulado, possui uma beleza intrínseca por estar enraizado no Bem Soberano, conforme ilustrado no Cântico dos Cânticos.
A prática da virtude pelo homem e a concessão da graça por Deus são os elementos compensatórios que conferem serenidade e certeza ao espírito renunciante.
A distinção entre espírito e carne refere-se à direção da alma em relação a Deus, onde o espírito pode enobrecer o natural e a carne pode falsificar o que é sobrenatural.
A philosophia perennis fundamenta-se na intelecção pura e no espírito, enquanto a filosofia da carne baseia-se no racionalismo individual e no protagorismo antigo desprovido de intuição sobrenatural.