A DEFINIÇÃO DE SINAL, SÍNTEMA, SÍMBOLO E EMBLEMA SEGUNDO R. ALLEAU
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Os sintemas são signos convencionais e profanos, inventados pelo homem para necessidades sociais ou relações lógicas, integralmente descritíveis pela linguagem comum.
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Quando estes signos evocam ligações mútuas de natureza convencional e profana, inventados pelo homem para responder a necessidades sociais, ou para exprimir relações puramente lógicas e inteiramente racionais, são “sintemas”.
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Os símbolos evocam ligações sagradas entre o humano e o divino, de origem misteriosa e não totalmente redutíveis à descrição racional.
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Quando estes signos evocam as ligações sagradas entre o humano e o divino, de natureza tradicional e de origem misteriosa, exprimindo relações espirituais ou supra-racionais que não são integralmente descritíveis pela linguagem comum, são “símbolos”.
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As figuras geométricas pertencem ao domínio do símbolo, constituindo uma geometria iniciática aplicável a questões metafísicas e ontológicas.
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Com efeito, existe uma geometria puramente iniciática, cujos teoremas se aplicam às questões mais árduas da metafísica e da ontologia.
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Os emblemas participam das naturezas do sintema e do símbolo, sendo inventados pelo homem, mas sugerindo ligações sagradas não totalmente redutíveis à razão, sendo o arquétipo da obra de arte.
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Entre os sintemas e os símbolos, situam-se os emblemas que participam das naturezas destas duas categorias de signos.