O percurso iniciático é descrito como antecipação do desenrolar sutil do ser prolongado, sob a perspectiva do olho do coração, e o exemplo da iniciação maçônica é articulado por viagens numeradas na obscuridade, ameaças, purificação pelos elementos, meditação sobre a morte, presença protetora do guia no Rito Retificado ou do Anjo no grau de Rosa-Cruz de Heredom, morte e ressurreição rituais, recepção da luz e refúgio nos Nomes Divinos.
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O olho do coração é indicado como ponto de vista interior.
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A iniciação maçônica é apresentada como exemplo cristão conhecido.
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O Rito Retificado é citado pelo papel do guia.
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O grau de Rosa-Cruz de Heredom é citado pelo papel do Anjo.
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A sequência morte, ressurreição e recepção da luz é descrita como estrutura ritual.
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O desenrolar ritual da elevação ao grau de Rosa-Cruz de Heredom é apresentado como ainda mais sintomático por manifestar caráter pós-morte e ligação estreita com a revelação do Antigo e do Novo Testamento, incidindo diretamente sobre o estado pós-morte do cristão.
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O caráter pós-morte é declarado como evidente no rito.
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A ligação bíblica é explicitada pelo Antigo e pelo Novo Testamento.
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O estado pós-morte do cristão é apresentado como diretamente concernido.
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Na câmara negra em que aparecem apenas as três cruzes do Calvário, a rosa mística e a coroa de espinhos, o candidato gira sete vezes na sombra percebendo presenças sem distingui-las, e tais viagens circulares são associadas aos sete ciclos do mundo que conduzem ao segundo advento do grande Emanuel, quando o tempo seria transformado em eternidade, sendo também esclarecido que a expressão inglesa swallow up significa absorver ou engolir.
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Calvário é mencionado pelas três cruzes.
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Rosa mística e coroa de espinhos são citadas como sinais visíveis.
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Sete voltas são associadas aos ciclos do mundo.
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Emanuel é citado como figura do segundo advento.
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Swallow up é vertido como absorver ou engolir.
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O sétimo tempo é identificado com a chegada ao centro dos sete círculos, e a alusão à busca do estado central primordial é apresentada como inequívoca.
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Durante as viagens o candidato deve descobrir o sentido das três virtudes teologais e depois meditar na câmara da morte sobre seus emblemas até encontrar a Palavra ou Nome Divino.
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As virtudes teologais são citadas como conteúdo a ser decifrado.
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A câmara da morte é citada como lugar de meditação.
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Palavra e Nome Divino são apresentados como alvo da busca.
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A passagem pela vale da sombra e da morte é descrita como precedente à residência da luz, sob intervenção e condução do arcanjo Rafael.
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Vale da sombra e da morte é apresentado como etapa liminar.
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A residência da luz é apresentada como destino imediato.
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Rafael é citado como arcanjo condutor.
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Na morada luminosa do lírio dos vales e da Rosa de Saron, o peregrino encontra a escada de sete degraus ligada às Virtudes e ao nome do Cristo, e a Palavra é associada ao início do Evangelho de São João como alfa e ômega, começo e fim, aquele que era, é e será, o Todo-Poderoso.
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Lírio dos vales e Rosa de Saron são citados como imagens da morada.
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A escada de sete degraus é associada às Virtudes.
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Cristo é citado como referência do nome ligado à escada.
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São João é citado pelo prólogo do Evangelho.
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Alfa e ômega e Todo-Poderoso são citados como atributos da Palavra.
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A referência à escada é tomada como indicação de realização vertical mediante travessia de estados angélicos e superiores do ser, culminando no Homem Universal em Cristo nas alturas, com menção ao Ba Meromin do Santo, Santo, Santo da tradição litúrgica de Jerusalém.
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Estados angélicos são citados como degraus de travessia.
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Homem Universal é apresentado como culminância em Cristo.
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Ba Meromin é mencionado como referência às alturas.
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A tradição de Jerusalém é referida pela forma do Santo, Santo, Santo.
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Essa forma de via iniciática é apresentada como compatível com o ensinamento dogmático cristão, como transposição das formulações exteriores em apreensão interior e como impressão, no ser que a percorre, da realização iniciática em modo cristão com pequenos e grandes mistérios e antecipação do estado pós-morte.
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O dogma cristão é apresentado como confirmado e apoiado.
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A transposição interior é indicada como passagem do exterior ao interior.
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Pequenos e grandes mistérios são retomados como estrutura da realização.
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A antecipação do estado pós-morte é apresentada como efeito do percurso.
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O exemplo é tomado como expressivo e serve de ponte para afirmar que outros ritos, como o do Rito Retificado, apresentariam elementos análogos com guia, virtudes, reflexão sobre a morte, contemplação da saída do túmulo e da Jerusalém celeste.
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O Rito Retificado é citado como exemplo adicional.
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Guia e virtudes são citados como elementos recorrentes.
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Jerusalém celeste é citada como objeto de contemplação.
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O tema recorrente é sintetizado como morte, errância, guia divino, centro, ascensão, Ressurreição e Eternidade.
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Errância é citada como condição do percurso.
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Centro e ascensão são apresentados como direções do itinerário.
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Ressurreição e Eternidade são apresentadas como termo e horizonte.
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Ainda que tais elementos não vivificassem as promessas cristãs aos fiéis prolongados na modalidade sutil, permanece a ideia de uma preparação pedagógica valiosa porque o conhecimento do itinerário facilita a orientação na sombra e a memorização do desenrolar, e porque as influências espirituais recebidas integram-se de modo indelével ao ser e podem atualizar-se em condições propícias no prolongamento pós-morte antes mesmo da ressurreição final.
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A preparação é apresentada como útil pela familiaridade com o itinerário.
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Transmissões de influências espirituais são descritas como parte integrante do ser.
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Possibilidades em germe são apresentadas como capazes de atualização.
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O despertar anterior à ressurreição final é apresentado como possibilidade.
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A passagem é descrita como trânsito da segunda nascença batismal, entendida como nascença anímica, para a terceira nascença espiritual de eternidade pelo Espírito Santo, caracterizada como renascer em Cristo e ser confirmado nele.
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O batismo é citado como segunda nascença anímica.
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O Espírito Santo é citado como agente da terceira nascença espiritual.
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Renascer em Cristo e confirmação são citados como marcos do processo.