A exegese detalhada da figura de Melquisedeque a partir do relato do Gênesis, estabelecendo a sua superioridade e eternidade em relação ao sacerdócio levítico.
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A identificação de Melquisedeque como rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que abençoou Abraão e recebeu dele os dízimos de tudo.
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A interpretação dos seus títulos como portadores de significado teológico: sendo rei de Salém, que é rei de paz.
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A ênfase nos atributos que o tornam uma figura única e tipológica: “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre”.
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A demonstração da superioridade de Melquisedeque sobre Abraão e, por consequência, sobre a tribo de Levi que dele descendia, uma vez que aquele que é menor é abençoado pelo maior, e Levi, por estar nos lombos de Abraão, pagou simbolicamente o dízimo a Melquisedeque.
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O argumento de que a perfeição não era alcançável pelo sacerdócio levítico, tornando necessário o surgimento de um outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque e não de Aarão.
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A consequência teológica radical de que, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.
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A confirmação de que Cristo, da tribo de Judá, da qual Moisés nada falou acerca de sacerdócio, surgiu como outro sacerdote à semelhança de Melquisedeque, instituído não segundo a lei de um mandamento carnal, mas segundo o poder de uma vida indissolúvel.