O estado de vigília é o termo do desenvolvimento do manifestado a partir do não-manifestado, culminando na modalidade corporal no estado de existência onde se encontra a individualidade humana, sendo essa modalidade corporal a base e o ponto de partida da realização individual e de toda realização além das possibilidades individuais.
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O estado de sonho ocorre quando as faculdades externas se reabsorvem no sentido interno, residindo nas artérias luminosas da forma sutil.
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O estado de sonho é denominado o luminoso, nome do estado sutil ligado ao elemento ígneo e ao seu duplo aspecto luminoso e calorífico, que corresponde no organismo corporal ao sistema nervoso e à constituição do sangue.
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O estado de sono profundo é beatitude, estado além de todo fenômeno e de toda manifestação formal, estado de indiferenciação na Unidade onde tudo o que releva da manifestação subsiste em modo principial.
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No estado de sono profundo, o Si permanece consciente por si mesmo de todas as possibilidades abarcadas não-distintivamente no Conhecimento integral, consciente de sua própria permanência no eterno presente.
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Trata-se de uma serenidade e de uma luz inteligível conhecida de forma intuitiva, não mais refletida no mental, metafisicamente além da forma, constituindo a trans-formação ou trans-figuração além de todas as condições limitantes da existência individual.
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Guénon estabelece uma correspondência entre as características desse estado e as qualidades inerentes ao corpo glorioso na doutrina teológica da ressurreição dos mortos, vendo nele a realização da possibilidade permanente e imutável da qual o corpo não é senão a expressão transitória em modo manifesto.
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O estado último incondicionado, ou estado de Atma, não pode ser descrito senão por negações de afirmações particularizantes ou determinantes.
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Em relação aos três estados precedentes, os dois primeiros contêm apenas a manifestação formal e correspondem a um terço do Ser, enquanto o terceiro corresponde aos dois terços, por compreender a manifestação informal e o Ser não manifestado.
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No quarto estado, os três primeiros representam simbolicamente apenas uma porção, a menos elevada e menos importante das possibilidades, enquanto o quarto estado detém três aspectos: a totalidade das possibilidades de manifestação em estado não manifestado, a totalidade das possibilidades de não-manifestação e a Possibilidade Universal absoluta, total e infinita, Princípio Supremo de todas as possibilidades.