A individualidade de uma estrutura singular seria absolutamente desprovida de centro ontológico sem a referência implícita ao centro espiritual da subjetividade cognoscente, já encontrada na ontologia do ponto material.
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A estrutura orgânica como tipo aparece como a projeção frágil e demiúrgica pela subjetividade cognoscente de sua própria atividade sintética de organização sobre o fundo desse universo de determinações quantitativas.
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Metafisicamente, as estruturas parecem projetadas sobre os fenômenos, sobreimpostas aos fenômenos e às leis, sem penetrá-los em profundidade.
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A subjetividade é aqui como um demiurgo fracassado que não consegue fabricar um mundo, pois as estruturas não penetram na carne desse universo dessubstancializado e mecanizado.
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Os tipos são apenas nomes e etiquetas cômodos que flutuam à superfície do ser sem constituir compostos substanciais.
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Não se pode dizer que formas sejam individualizadas pela matéria, pois as formas, não sendo reais, não podem ser individualizadas.
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Há apenas agregados individuais que não são seres, mas reflexos inconsistentes da subjetividade cognoscente, à qual se atribui, sem se deixar enganar por essa ilusão, a pseudo-unidade e a pseudo-permanência sem as quais nenhuma identificação de realidades individuais seria possível.