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A primeira forma da crítica como um apelo à tradição para contestar a modernidade, assumindo a forma de uma condenação.
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A aparência do mundo moderno como uma perversão à qual convém opor-se em nome de uma exigência ética.
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A possibilidade de um certo “guenonismo” conduzir a um apego intempestivo e não razoável a formas passadas e propriamente ultrapassadas, em nome da Tradição.
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A distinção entre estruturas sociais e políticas, por um lado, e símbolos ou ritos instituídos pelas grandes tradições espirituais, por outro.
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A evidência de que símbolos e ritos, como os da tradição católica ou da Franco-maçonaria, constituem, enquanto subsistirem as condições do seu exercício, instrumentos privilegiados de vida e de realizações espirituais para o homem de hoje.
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A inclinação natural que leva a um tradicionalismo propriamente reacionário e “reativo”, retomando uma expressão nietzschiana.
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A preocupação visível de parte da obra guenoniana em lutar contra as aberrações da modernidade que denuncia.
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A aparência prática destas aberrações como acidentes monstruosos e lamentáveis que era possível evitar, ainda que não em todo o rigor doutrinal.
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O reconhecimento da vigor da condenação como uma instância necessária da crítica, tal como a recusa das seduções do mundo é um momento necessário no caminho espiritual.
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O grande risco de o tradicionalista se imobilizar num reflexo de recuo e inibição, numa negação de exclusão, numa crispação moralizadora, apaixonada e muito ocidental, face à modernidade.
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O segundo nível da crítica, análogo ao movimento de regresso ao mundo no caminho espiritual, que conduz o pensador tradicional a discernir a necessidade da passagem que leva de uma civilização tradicional à modernidade e às suas aberrações.
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A importância crescente deste segundo nível à medida que se acelera a dissolução das formas que
Guénon tão vigorosamente pôs em evidência.
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A inscrição das aberrações aparentes do “reino da quantidade” no processo de decomposição que caracteriza o fim do ciclo atual, segundo a doutrina tradicional retomada por
Guénon.
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A dimensão de necessidade que estas aberrações comportam, podendo conduzir a compreender a sua secreta justificação.