Em carta de 30 de março de 1940, René
Guénon observa que 45, número de Adam, é o triângulo de 9, enquanto 15, número de Hawâ, é o triângulo de 5, sugerindo considerações relativas ao rapport entre esses dois triângulos.
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45 corresponde à soma dos nove primeiros números.
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15 corresponde à soma dos cinco primeiros números.
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A intenção de desenvolver o tema em artigo é mencionada.
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A observação de que 45 e 15 se relacionam na disposição dos nove primeiros números no chamado quadrado mágico de 9 conduz, em carta de 21 de abril de 1940, à associação entre esses números e os dois triângulos do simbolismo da montanha e da caverna.
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Cada linha do quadrado mágico totaliza 15.
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O conjunto é centrado no número 5, símbolo do microcosmo humano.
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A soma 60 distribui-se em três quartos para Adam e um quarto para Hawâ.
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A referência ao termo sânscrito pâda é aproximada de fórmulas hindus aplicáveis ao Homem Universal.
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A evocação das
Upanishads introduz as quatro condições de Atmâ segundo a Mândûkya
Upanishad e sua correspondência com as mâtrâs do Aum conforme desenvolvido em L’Homme et son devenir selon le Vêdânta.
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Atmâ é identificado com Brahma e possui quatro pâdas.
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As três primeiras condições correspondem aos estados de vigília, sonho e sono profundo.
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O quarto estado é incondicionado e representado pelo aspecto não expresso do Aum.
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A citação da Maitri
Upanishad apresenta a inversão proporcional dos quatro pâdas, distinguindo o Turîya como superior e atribuindo três pés ao além do Ser.
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Um quarto de Brahma situa-se no domínio do Ser.
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Três quartos situam-se além do Ser.
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Enumeram-se as possibilidades de manifestação não manifestada, de não-manifestação e o Princípio Supremo como Possibilidade Universal.
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Estabelece-se correspondência entre os quatro pâdas e os quatro triângulos da figura, atribuindo ao triângulo invertido o simbolismo do Ser manifestado e aos três triângulos direitos os aspectos além do Ser.
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O triângulo superior simboliza o Princípio Supremo.
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O triângulo direito e o esquerdo correspondem às possibilidades de não-manifestação e de manifestação não manifestada.
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A estrutura figurativa exprime distinções ontológicas.
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Considerando as correspondências com os quatro pâdas de Atmâ, procede-se a uma reorganização segundo o simbolismo do centro, da direita e da esquerda, reinterpretando a hierarquia vertical em plano horizontal.
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O triângulo superior corresponde ao pâda principial não manifestado.
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Os três restantes referem-se aos estados da manifestação.
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A noção de direções de via e justiça distributiva é introduzida.
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Em perspectiva cosmológica inspirada na Shvetâshvatara
Upanishad, o triângulo superior simboliza o Ser Único identificado a Shiva, enquanto os três inferiores correspondem aos três não-nascidos ligados à Natureza Primordial e às almas.
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A não-nascida feminina é associada à Shakti e aos três Gunas.
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Dois não-nascidos masculinos representam modalidades da alma incriada.
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As distinções são apresentadas como hipóstases pedagógicas de uma mesma realidade essencial.
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Em carta de 4 de agosto de 1945, René
Guénon solicita exame da disposição das letras na figura em que o grande triângulo vale 45 = Adam e o pequeno invertido 15 = Hawâ.
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A descrição da figura III apresenta letras árabes compondo Adam no grande triângulo e Hawâ no pequeno, cuja interpenetração forma os termos Ahad, Awm e Dâ’im.
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Alif, dâl e mîm compõem Adam.
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Hâ, wâw e alif compõem Hawâ.
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Ahad significa Um conforme o Corão 112,1.
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Awm corresponde à transcrição árabe de Om.
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Dâ’im expressa a permanência eterna como nome divino.
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A análise do alif superior destaca seu valor numérico 1, sua relação com o nome Allâh e sua função como selo das ciências dos Nomes, dos Números e das Letras ensinadas a Adam segundo o Corão 2,31 e a Genèse II, 19-20.
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O alif é princípio numérico e literal.
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O som a é apresentado como voz primordial.
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A unidade é princípio de todos os números.
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A forma de Adam é descrita como criada segundo a Forma de Allâh.
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A relação entre o alif superior e o inferior é interpretada como polaridade existencial, tanto em perspectiva microcósmica quanto macrocósmica, articulando simbolismos do Sahasrara, da Sushumma e do al-Amr ar-Rabbânî.
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Hawâ é apresentada como complemento refletido de Adam andrógino.
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O raio do Sol espiritual atinge o Lótus de mil pétalas.
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A descida e ascensão do Comando Senhoril reorganizam o mundo.
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O simbolismo da Montanha e da Caverna associa-se às fases de manifestação e ocultação do Pólo espiritual.
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Conclui-se que, embora outras constatações numéricas e literais possam ser feitas, destaca-se sobretudo a presença do Aum na figura, cuja inserção em contexto árabe orienta a investigação para novo domínio de estudo.