A respeito dos Chadhilitas, recorda-se o papel do xeque egípcio Elîsh El-Kebir, autor da declaração sobre os cristãos terem o signo da Cruz e os muçulmanos a doutrina, declaração citada por René
Guénon em “O Simbolismo da Cruz”, livro central em sua obra que concerne às modalidades ocidentais de participação na intelectualidade tradicional e que procede de princípios característicos dos homens espirituais “aissawîs”, princípios da Ciência das Letras ('Ilmu-l-Hurûf), a qual também foi a ciência de Al-Hallâj, cujo caso, por uma coincidência não fortuita, constitui na época contemporânea o tema por excelência da interpretação orientalista do Tasawwuf, muitas vezes distorcida e usada como instrumento contra o Islã.
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A doutrina da Cruz, central para o Ocidente, tem sua formulação mais completa no Islã, segundo a declaração citada.
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A obra de
Guénon sobre simbolismo é vinculada aos princípios da Ciência das Letras e ao tipo espiritual “aissawî”.
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O caso de Al-Hallâj é apresentado como exemplo mal interpretado pelo orientalismo, em contrapartida aos fecundos contatos intelectuais entre Islã e Ocidente.
A resenha conclui afirmando que não esgotou as reflexões possíveis sobre o livro de
Lings, tendo sido igualmente discreta em um ponto sobre o qual o autor também o foi, por razões talvez diferentes, mas não opostas, na esperança de um dia poder ser mais completa.