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A equivalência com a eucaristia cristã: um pasto de alimentos consagrados associado a instrumentos musicais.
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O tambor e o címbalo representando a carne e o coração (alma), respectivamente.
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O significado do dito: comer da carne mortificada e beber da alma feita vibrar, associando harmoniosamente alma e carne.
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A preparação iniciática: o rapto por iniciadores vestidos de mortos, o jejum como distanciamento do alimento normal.
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A explicação pela inversão: os deuses se alimentam de cantos, que são ofertas sacrificais, e se sacrificam urlando, o que se torna bênção terrestre.
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A inversão na mística cristã, segundo Olier: a morte como fundamento da vida cristã, a ruína de si mesmo para a instauração do Espírito de Deus.
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Símbolos da inversão: a subida de uma montanha, a navegação, o voo, a febre até o sétimo dia, o labirinto do ouvido.
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A série de imagens convertíveis: tambor, barco, roda, asas, eros, espírito, água, semente.
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A necessidade de buscar o contrário do que se deseja: a morte para a vida imortal.
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Símbolos da imortalidade (serpente, águia, fênix, Caim) tornando-se benéficos quando contemplados como emblemas do mal.
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O mundo após a inversão: as causas finais são eficientes, o corpo é obra da alma, as raízes da árvore da vida estão no céu.
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A inversão da simbolização: na terra, águas e plantas simbolizam saúde; no céu, saúde simboliza bebida e alimento.
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Outras inversões: a quiete celeste versus o movimento terrestre; a expiração divina que cria versus a inspiração que mata; o dormir no céu versus o rezar na terra.
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A inversão na comunhão mística: o alimento espiritual é um sangue; o pasto ritual é uma ordália.
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A citação de Nicola Cabasilas: na comunhão, é o Pão que assimila quem o come, ao contrário do alimento natural.
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A explicação de Cabasilas sobre a relação entre a comunhão e outras figuras de inversão (ascensão, batalha): fazemos nossas as feridas de Cristo.
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A consequência: a comunhão dos participantes do rito.
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A transformação do iniciado, que afirma originar-se de Deus.
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A necessidade de capitanear a sequência: primeiro a árvore da ciência, depois a árvore da vida.
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A citação de
Rumi: “O vinho embriagou-se de nós, não nós dele”; “Construímos o corpo cela a cela”.
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A fuga da autoconsciência através do vinho e da bufonia, e o reconhecimento de que a existência é uma armadilha.
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O estado nascente de toda aspiração como o primeiro sopro de Deus.
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O beber do Lete (esquecimento) para depois beber o Eunoé, e a segunda negação (afirmação) simbolizada por gêmeos, esposos, o fuso, a rosa.
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As verdades aprendidas: o fogo surge da água, as pedras falam.