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SIGNIFICAÇÃO DA METALURGIA
REINO DA QUANTIDADE E SINAL DOS TEMPOS
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As artes e ofícios que atuam sobre o reino mineral pertencem propriamente aos povos sedentários, pois intensificam a solidificação do mundo corporal, cujo grau máximo de fixidez se encontra no mineral.
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O mineral, especialmente na forma da pedra, serve à construção de edifícios estáveis.
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A cidade constitui aglomeração artificial de minerais.
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Vida urbana representa grau mais completo de sedentarismo.
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O mineral é mais fixo e sólido que o vegetal.
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A crescente substituição da pedra pelo metal na construção e a centralidade do metal na civilização industrial indicam fase mais avançada da descida cíclica.
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O metal substitui progressivamente a pedra.
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A pedra substituíra anteriormente a madeira.
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O metal domina tanto na construção quanto na destruição.
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Guerras modernas consomem quantidades prodigiosas de metal.
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Civilização mecanizada intensifica papel do metal.
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A tradição hebraica impõe restrições rigorosas ao uso do metal, especialmente em contextos rituais, indicando caráter mais perigoso do metal em comparação à pedra.
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Pedras para o altar deviam ser inteiras e não tocadas pelo ferro.
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Ênfase recai mais na exclusão do metal que no trabalho da pedra.
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Na construção do Templo não se ouviu martelo nem instrumento de ferro.
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Proibição foi particularmente estrita em usos rituais.
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Trabalhadores do metal, especialmente ferreiros, foram frequentemente marginalizados, refletindo ambivalência simbólica da metalurgia.
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Exclusão parcial ou isolamento social dos ferreiros.
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Associação frequente com magia inferior e feitiçaria.
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Em contrapartida, metalurgia possui aspecto sagrado.
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Mistérios kabiriques exemplificam dimensão iniciática elevada.
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Metais possuem duplo simbolismo, sagrado e execrável.
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Metais correspondem às influências planetárias e ao fogo subterrâneo, possuindo aspecto benéfico e maléfico, com tendência à predominância do lado inferior.
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Metais são planetas do mundo inferior.
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Minas situam-se no interior da terra como reflexo inferior.
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Relação direta com fogo subterrâneo e mundo infernal.
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Influências podem ser transmutadas ritualmente.
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Alquimia baseia-se nessa analogia inversa.
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Uso profano isola o aspecto maléfico.
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Civilização moderna realiza uso exclusivamente profano.
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Influências sutis ligadas aos metais, embora latentes durante fase materialista, podem manifestar-se mais abertamente em fase de dissolução crescente.
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Influências sutis não cessaram de existir.
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Maquinismo manifesta lado satânico dessas influências.
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Instabilidade crescente indica superação do ponto máximo de solidez.
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Mundo pode entrar em fase mais dissolvente.
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Metais relacionam-se simbolicamente aos tesouros ocultos e a forças capazes de desencadear cataclismos quando manipuladas sem qualificação adequada.
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Guardiões dos tesouros são entidades psíquicas perigosas.
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Aproximação requer qualificação e precauções rituais.
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Modernos ignoram tais exigências.
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Forças naturais possuem dimensão suprassensível.
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Desconhecimento pode provocar reação adversa dessas forças.
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Guardiões figuram como gigantes ou anões nas narrativas.
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Simbolismo possui também aplicação superior, mas atualmente predomina aspecto infernal.
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Influências inferiores ameaçam a solidez do mundo atual.
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Interdições rituais ao uso de objetos metálicos revelam eficácia real do simbolismo tradicional e seus efeitos concretos.
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Proibição de portar metal em certos ritos exotéricos e iniciáticos.
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Simbolismo tradicional possui alcance efetivo.
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Aplicações rituais produzem efeitos reais.
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Alguns estados espirituais tornam indivíduos sensíveis ao contato com metal.
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Contato pode produzir efeitos fisiológicos semelhantes a queimadura.
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Explicação por autossugestão é insuficiente.
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Mentalidade profana impede reconhecimento desses fatos.
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