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AS FISSURAS DA GRANDE MURALHA
REINO DA QUANTIDADE E SINAL DOS TEMPOS
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A solidificação do mundo sensível jamais pode convertê-lo num sistema verdadeiramente fechado.
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O fechamento absoluto é impossível pela própria natureza das coisas.
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Quanto mais se aproxima do máximo de solidez, mais cresce a instabilidade.
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O ponto de maior “solididade” já foi ultrapassado.
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A aparência de sistema fechado torna-se cada vez mais ilusória.
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As “fissuras” na muralha protetora simbolizam a intrusão de forças destrutivas do domínio sutil inferior.
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A muralha protege e limita ao mesmo tempo.
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A limitação inferior é preferível à exposição contínua ao inimigo.
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A muralha não é fechada pelo alto e permite comunicação com o superior.
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A “concha” materialista é que bloqueou essa comunicação superior.
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As fissuras surgem apenas por baixo, na parte vulnerável.
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Influências inferiores entram sem resistência superior eficaz.
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O mundo ignora os perigos devido à mentalidade dominante.
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Na tradição islâmica, as fissuras permitem a entrada das hordas de Gog e Magog.
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Gog e Magog simbolizam influências sutis infra-corpóreas.
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São descritos como gigantes e anões, como os guardiões dos tesouros e forjadores subterrâneos.
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Estão ligados ao fogo subterrâneo e ao aspecto maléfico das forças ocultas.
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Sua ação remonta ao início do Kali-Yuga.
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A tradição chinesa relata simbolicamente a reparação de uma ruptura celeste por Niu-Koua.
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A ruptura ocorreu após o início do Kali-Yuga.
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A reparação era possível quando a obscuração ainda não era extrema.
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Centros espirituais exerciam vigilância constante.
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Na fase mecanicista e materialista dos tempos modernos, as fissuras foram temporariamente menos temíveis.
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O mundo aproximou-se do modelo de “sistema fechado”.
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A proteção era involuntariamente reforçada pela espessura materialista.
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Na segunda fase dos tempos modernos, as condições mudaram radicalmente.
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As fissuras reaparecem mais amplas e mais graves.
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O percurso descendente intensifica seus efeitos.
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Os centros espirituais não podem agir exteriormente.
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Influências superiores são bloqueadas pela “concha”.
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Falta defesa eficaz contra as forças invasoras.
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A ignorância moderna e a inércia mental agravam a situação.
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Persistem reflexos instintivos da mentalidade materialista.
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Muitos espiritualistas e tradicionalistas conservam esse fundo materialista.
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A boa vontade é insuficiente sem conhecimento efetivo.
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O espírito moderno impede a verdadeira compreensão.
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As dificuldades não são apenas negativas; há também fatores positivos que favorecem a intrusão inferior.
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A própria perdição moderna segue um plano coerente.
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A nova fase corresponde a etapa mais avançada desse plano.
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Existem auxiliares conscientes dessa orientação.
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Há diferentes graus de consciência nessa colaboração.
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A maioria dos auxiliares age inconscientemente e de boa fé.
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Ignoram a qualidade real das forças que invocam.
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Tornam-se instrumentos ativos precisamente por sua sinceridade.
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Incluem adeptos do neo-espiritualismo.
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Incluem filósofos intuicionistas.
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Incluem metapsíquicos e psicólogos recentes.
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Multiplicam-se em número quase incontável.
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As fissuras oferecem suportes concretos às influências sutis inferiores.
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O domínio sutil e o domínio psíquico são aqui equivalentes.
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Essas influências utilizam elementos do próprio meio cósmico.
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A propagação no mundo humano depende desses suportes.
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A compreensão desse processo exige examinar exemplos específicos.
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