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AQUELE QUE RESTABELECERÁ
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A impossibilidade de o homem prever o futuro com clareza total explica o caráter velado e ambíguo das profecias, mas não elimina o direito de interrogar o futuro com humildade, sendo em certos casos legítima e desejada uma convicção firme fundada no peso e na universalidade das previsões.
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Humildade definida como consciência das limitações humanas nesse domínio.
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A existência mesma da profecia implica permissão providencial para o questionamento.
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Devastação mundial iminente apresentada como não total, porém cataclísmica.
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Evento situado “antes do fim”, com proximidade do próprio “fim” considerada plausível.
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As previsões indicam causas claras para a intervenção divina, pois a humanidade teria atingido um ápice de erro, sem que esse erro possa tornar-se universal, já que o macrocosmo é sagrado e não pode ser abandonado pelo Céu.
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O macrocosmo reconhece sua relatividade diante do Absoluto ao atravessar a Era Sombria e envelhecer.
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Proteção celeste afirmada como inconcebível de ser retirada do macrocosmo.
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Macrocosmo entendido como norma dotada de direitos.
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A espécie humana, considerada como macrocosmo, teria direito à proteção contra humanos que rejeitaram sua própria humanidade.
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Entre comunidades tradicionais ainda vivas, os índios americanos são apresentados como especialmente sensíveis à santidade do macrocosmo, interpretando a vasta destruição iminente como ato divino positivo de normalização chamado Dia da Purificação.
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“Tabula rasa” das construções humanas que desfiguraram e dessacralizaram a terra.
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Evento aguardado há muito tempo como restauração da face venerável da terra.
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Ângulo de leitura explicitamente positivo e normalizador.
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No Islã, o mesmo evento é previsto em termos considerados tranquilizadores pelos índios, o que é ligado à consciência das origens nômades islâmicas e ao duplo direito de primordialidade, retrospectivo e prospectivo.
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Retorno à religião pré-judaica de Abraão como fundamento retrospectivo.
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Posição no limiar de uma nova Era primordial como fundamento prospectivo.
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Alcorão anuncia destruição total ou castigo severo de todas as cidades antes do fim.
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Frenesi de desenvolvimento urbano sugerido como prelúdio.
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Profeta menciona a altura excessiva das futuras construções como sinal da proximidade do último dia.
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A expressão Dia da Purificação sugere possibilidade de recuperação antes do fim do ciclo, e no quadro evangélico do período final aparece um elemento que permite esperança ao afirmar o abreviamento dos dias por causa dos eleitos.
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Cristo anuncia calamidade após calamidade culminando em grande tribulação sem precedente.
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Abreviação dos dias apresentada como condição para que alguém escape.
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Relação direta entre abreviação e os eleitos.
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Versículos seguintes associados ao Anticristo em interpretações correntes.
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O encurtamento dos dias por consideração aos eleitos sugere que, após a destruição, esses eleitos poderiam realizar algo ainda que por curto período, e a promessa veterotestamentária do retorno de Elias é ligada à confirmação de Jesus de que Elias virá restaurar todas as coisas.
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Possibilidade de ação restauradora pós-destruição.
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Elias como figura de retorno antes do fim.
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Jesus confirma a vinda e a restauração atribuídas a Elias.
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No Islã, o restaurador é indicado em ditos do Profeta como al-Mahdi, “o bem guiado”, e sua vinda é associada à realização das esperanças elíacas judaicas e cristãs em razão da amplitude de sua autoridade.
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Mahdi apresentado sem nome próprio explícito, mas por título funcional.
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Autoridade descrita como imensa e de alcance amplo.
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Convergência com expectativas judaico-cristãs sugerida pelo papel restaurador.
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As tradições islâmicas atribuem ao Mahdi uma função planetária que, embora situada no Islã, excede suas fronteiras por natureza universal, podendo atuar por comando direto ou por irradiação.
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Universalidade considerada demasiada para limitar-se ao interior do Islã.
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Extensão para além das fronteiras islâmicas afirmada como provável.
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Ação por irradiação admitida mesmo sem comando deliberado.
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A remoção de obstáculos pelo Dia da Purificação abre a possibilidade de reajustes antes impensáveis, fora e dentro do Islã, sob a égide do Mahdi, em referência a uma recuperação preliminar que antecipa a recuperação messiânica total, sendo citada uma passagem de Guénon sobre a manifestação do duplo poder sacerdotal e real.
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Recuperação preliminar vinculada ao fim do ciclo atual.
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União das potências do Céu e da terra e do Oriente e do Ocidente.
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Manifestação externa no conhecimento e na ação.
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Conservação do duplo poder sacerdotal e real na integridade de um princípio único.
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Guénon mencionado como autor da formulação citada.
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A esperança pelo Mahdi teria produzido numerosos falsos Mahdis ao longo dos séculos, e o Profeta descreve sinais físicos do Mahdi autêntico e a finalidade de seu reinado de sete anos como restauração de verdade e justiça.
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Testa larga e nariz aquilino como sinais corporais.
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Reversão de erro e opressão por verdade e justiça.
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Duração do reinado fixada em sete anos.
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Para o fim desse reinado ou pouco depois, o Islã espera o Anticristo, descrito pelo Profeta com um sinal físico reconhecível e com capacidade de espalhar corrupção e atrair adeptos por prodígios.
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Sinal físico: cegueira do olho direito comparada à ausência de luz num grão de uva.
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Corrupção apresentada como efeito principal de sua ação.
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Prodígios como meio de sedução e adesão.
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A resistência ao Anticristo é prevista com a perseverança de homens do povo do Profeta na luta pela verdade até a sua vinda, culminando na descida de Jesus, filho de Maria, que conduzirá a oração e derrotará o inimigo de Deus.
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Luta pela verdade mantida até a vinda do Anticristo e durante sua presença.
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Contexto ritual: alinhamento para a oração chamada pelo muezim.
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Jesus desce e conduz a oração.
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Dissolução do inimigo de Deus como sal na água.
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Morte do Anticristo pela mão de Jesus, com exibição do sangue na lança.
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A quase simultaneidade entre Mahdi e Anticristo é explicada pelo culminar de duas tendências opostas do fim do ciclo, em que o Mahdi encarna o Espírito dos tempos e o Anticristo representa a doença mortal do macrocosmo que deve morrer para renascer.
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Antagonismo máximo como marca do fim do ciclo.
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Mahdi como encarnação do Espírito dos tempos.
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Macrocosmo como realidade que morre para renascer.
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Anticristo como doença incurável e mortal do macrocosmo.
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Os que encarnam a sabedoria final do tempo, sobretudo o Mahdi e também os eleitos, são apresentados como receptáculos providenciais da luz primordial que, vinda do início do ciclo seguinte, ilumina o fim deste, de modo que, embora o Anticristo semeie corrupção depois, o Mahdi conserva a última palavra como iniciador da nova era.
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Luz primordial descrita como emergente do ciclo seguinte.
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Iluminação do fim do ciclo atual por antecipação.
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Anticristo desfaz parcialmente a obra do Mahdi ao final do reinado.
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Mahdi permanece como iniciador da nova era e portador do desfecho.
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Reino do Mahdi vinculado à plenitude e realização no tempo concedido.
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