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ESTRUTURA E UNIVERSALIDADE DAS CONDIÇÕES DA EXISTÊNCIA

  • Os fenômenos sensíveis manifestam-se através de condições fundamentais de matéria, forma e número situadas no espaço e no tempo, as quais possuem raízes arquetípicas na existência pura.
    • Éter como matéria fundamental e origem dos elementos.
    • Esfera como forma inicial e imagem do arquétipo.
    • Unidade como número inicial refletindo o Princípio.
    • Correspondência entre condições cosmológicas e a criação das espécies.
  • A extensão das condições existenciais desde seus princípios até seus limites extremos reflete o desdobramento das potencialidades do Princípio Supremo na relatividade e na contingência.
    • Variação da matéria da sutileza à solidez.
    • Evolução da forma da simplicidade à complexidade.
    • Expansão do espaço do ponto à extensão ilimitada.
    • Testemunho da Infinitude intrínseca e dos modos hipostáticos.
  • A percepção da existência pelo sujeito distingue entre continentes estáticos ou dinâmicos e conteúdos que variam entre a estabilidade e a função transformadora.
    • Espaço como continente estático e tempo como dinâmico.
    • Matéria e forma como conteúdos estáticos.
    • Energia e número como conteúdos dinâmicos.
  • A bipolaridade entre sujeito e objeto e entre princípio e manifestação determina os aspectos abstratos e concretos de cada condição existencial, definindo a estrutura independente e a experiência vivida.
    • Coincidência entre espaço-tempo objetivo e abstrato.
    • Definição de abstrato como a condição em si mesma.
    • Definição de objetivo como a estrutura independente da consciência.
  • A realidade das noções abstratas deriva de sua conexão eficiente com a Infinitude principial e a Absolutidade, não sendo meras construções mentais destituídas de eficácia.
    • Liberdade abstrata ligada à Toda-Possibilidade.
    • Necessidade abstrata referida ao Absoluto.
    • Transmissão de realidade através dos graus hipostáticos.
  • A distinção no espaço separa a extensão mensurável objetiva de três dimensões da experiência subjetiva centrada no indivíduo com suas direções qualitativas e orientadoras.
    • Espaço abstrato como extensão em si.
    • Espaço subjetivo organizado por centro e periferia.
    • Direções relativas ao corpo e à experiência (alto, baixo, frente, trás).
  • A temporalidade divide-se entre a duração mensurável e os ciclos objetivos da natureza em contraste com a vivência subjetiva elementar do passado, presente e futuro.
    • Tempo objetivo como movimento espiral e cíclico.
    • Analogia com a rotação planetária.
    • Divisão subjetiva baseada no ser, ter sido e vir a ser.
  • A impossibilidade de um tempo ou espaço absolutamente vazios coexiste com a variabilidade subjetiva na percepção da duração e extensão conforme o estado interior de alegria ou contemplação.
    • Dependência da possibilidade de espaço-tempo em relação às coisas.
    • Dilatação ou contração do tempo pela disposição psicológica.
    • Participação no eterno presente durante a contemplação ou êxtase.
  • O simbolismo qualitativo das dimensões espaciais associa a altura ao espiritual e à interioridade, a largura à escolha moral e a profundidade à experiência do desconhecido ou do superado.
    • Altura ligada ao céu e à profundidade do coração.
    • Largura relacionada à atividade e passividade.
    • Profundidade conectada ao que está diante ou atrás do sujeito.
  • As fases cíclicas do tempo objetivo encontram correspondência e significado dentro das três dimensões subjetivas da temporalidade humana, como as estações do ano e as idades da vida.
    • Quatro fases do tempo objetivo (estações).
    • Situação das fases no passado, presente ou futuro.
    • Simbolismo concreto das etapas temporais.
  • O passado e o futuro possuem significados duplos que oscilam entre a fidelidade à origem e a superação da imperfeição ou entre a esperança no ideal e o esquecimento da norma primordial.
    • Passado positivo como Paraíso perdido e fidelidade.
    • Passado negativo como imaturidade vencida.
    • Futuro positivo como esperança e meta.
    • Primazia do sentido negativo para o passado e positivo para o futuro na via espiritual.
  • O presente atua como o locus da fé que articula a fidelidade e a esperança, refletindo na temporalidade a relação intrínseca e procedimental entre o Absoluto e o Infinito.
    • Presente negativo como busca de prazer momentâneo.
    • Fé como determinação do presente.
    • Analogia entre a relação tempo-espaço e a relação Infinito-Absoluto.
  • A aplicação da distinção sujeito-objeto às demais condições existenciais não invalida a adequação do conhecimento limitado humano, desde que este cumpra a essência da inteligência.
    • Matéria subjetiva como experiência sensorial.
    • Forma subjetiva como aspecto perspectivo.
    • Adequação do conhecimento parcial à realidade.
  • As relações de complementaridade entre as condições existenciais revelam aspectos qualitativos no número e quantitativos na forma, unindo a massa à energia e o espaço ao tempo.
    • Energia como shakti da matéria.
    • Número como indicador de quantidade e qualidade (pitagorismo).
    • Forma como qualidade que possui aspecto quantitativo acidental.
  • A centralidade da forma e a atualidade do ato sagrado transcendem a extensão espacial e a repetição temporal ao sintetizarem seus domínios na unidade e no presente.
    • Forma relacionada à ideia de centro.
    • Número referido à extensão e contingência.
    • Ato sagrado como síntese do tempo e anulação da repetição.
  • As condições da existência sensível são prolongamentos empíricos de raízes ontológicas universais que preexistem nos princípios divinos e nas dimensões do Atma.
    • Matéria referida à Substância divina.
    • Forma como reflexo do Logos.
    • Espaço como extensão da Manifestação divina.
    • Caráter não arbitrário dos modos particulares de manifestação.
  • A constituição da alma reflete o macrocosmo ao internalizar as condições existenciais através de faculdades como a memória, a imaginação, a razão e a intuição.
    • Alma como espaço pela memória e tempo pela imaginação.
    • Razão associada ao número e cálculo.
    • Intuicão associada à forma e percepção direta.
  • A disciplina espiritual utiliza a concentração e a perseverança para dominar as tendências de distração e mudança inerentes ao espaço e ao tempo e fixar a atitude na duração.
    • Espaço como fonte de distração.
    • Tempo como fator de mudança e domínio.
    • Necessidade de vigilância temporal e desapego espacial.
  • As virtudes espirituais transmutam as condições existenciais em modos de acesso ao divino, como o vazio para Deus, o abandono à misericórdia e a contemplação da beleza.
    • Espaço interior como vacuidade (vacare Deo).
    • Tempo da alma como refluxo para o Interior.
    • Forma da alma como contemplação da Beleza divina.
  • As artes relacionam-se especificamente com o tempo e o espaço, sendo a dança a síntese que reconduz ritualmente a manifestação ao seu princípio através do movimento sagrado.
    • Artes plásticas ligadas ao espaço; música e poesia ao tempo.
    • Dança de Shiva como resumo das seis condições.
    • Função da arte sacra de reconduzir o acidental ao Substancial.
  • A definição do Princípio Supremo como pura Substância isenta de acidentes encontra analogia na matéria primordial e na vacuidade da alma santa que se esvazia para Deus.
    • Ausência de contingência, limite e imperfeição no Princípio.
    • Oposição entre contingência e Absolutidade.
    • Analogia com o éter e a alma em estado de oração.
  • As dimensões hipostáticas divinas correspondem arquetipicamente às condições existenciais, onde o Ser Puro é a matéria de Deus e a Simplicidade absoluta é sua forma.
    • Participação humana baseada no teomorfismo.
    • Unidade divina como número transcendente.
    • Atualidade principial como tempo divino (agora eterno).
  • A Absolutidade e a Infinitude divinas refletem-se respectivamente nos aspectos pontuais e centrais e nos aspectos extensivos e indefinidos das condições cósmicas.
    • Absoluto refletido no ponto, instante e unidade.
    • Infinito refletido na extensão, duração e diversidade.
    • Identidade intrínseca entre Absoluto, Infinito e Perfeição.
  • A Perfeição divina manifesta-se através das qualidades e conteúdos que preenchem as condições de existência, como a beleza, a funcionalidade e os princípios geométricos.
    • Conteúdos do espaço como expressão de qualidades.
    • Fases do tempo e elementos sensíveis.
    • Formas geométricas como símbolos de qualidades numéricas.
  • A simplicidade divina coincide com a potencialidade criadora e expressa-se na harmonia lógica das formas complexas e na diferenciação qualitativa da unidade numérica.
    • Esfera como potencialidade de todas as formas.
    • Beleza como leque de potencialidades do Bem.
    • Número qualitativo como manifestação da plenitude da Unidade.
  • A inefabilidade de Deus não anula a validade dos pontos de repère conceituais, embora o conhecimento do coração transcenda a percepção mental para alcançar a identidade do ser.
    • Necessidade da verdade conceptual para a inteligência humana.
    • Paradoxo de Deus ser incognoscível e cognoscível.
    • Identidade essencial da alma com O que é.
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