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O PROBLEMA DA POSSIBILIDADE
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A noção de possibilidade admite uma interpretação horizontal que opõe o incerto ao necessário e uma interpretação vertical retrospectiva onde a existência prova a necessidade causal da possibilidade subjacente.
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Sentido prospectivo voltado para o incerto.
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Sentido retrospectivo ou causal apontado para a manifestação.
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Oposição entre o que pode não ser e o que deve ser.
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A distinção metafísica inverte a relação empírica entre possível e real ao identificar o arquétipo possível como a verdadeira realidade e a manifestação como o elemento acidental ou ilusório.
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Possível identificado ao arquétipo platônico.
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Necessário cosmológico como contingente.
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Possível principial como eminentemente real.
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O critério de possibilidade define-se pelo que pode ser ou não ser, enquanto Deus une a absoluta Necessidade à infinita Possibilidade como fonte de tudo o que deve existir por participação.
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Existência como necessidade relativa.
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Deus como a Possibilidade ou Todo-Poderoso.
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Indeterminação nos efeitos distantes.
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A manifestação efetiva de certas possibilidades em detrimento de outras decorre exclusivamente de sua conformidade com um plano divino determinado que não pode ser alterado pela vontade humana.
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Impossibilidade de contrariar a Vontade divina.
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Perturbação do equilíbrio como hipótese absurda.
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Integração de eventos na realização do possível.
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A elaboração de um cosmos pressupõe uma vontade imanente de discriminação ou preferência divina que seleciona e impulsiona existencialmente certas realidades em vez de outras.
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Analogia com a lei do mais forte na selva.
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Mundo resultante de antinomias e combinações.
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Caráter homogêneo derivado de uma Ideia divina.
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A dualidade na Vontade divina distingue entre o querer existencial que abarca tudo o que acontece e o querer legislativo que deseja apenas a verdade e o bem para a inteligência humana.
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Vontade subjetiva versus Vontade objetiva ou cósmica.
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Mal querido como elemento constitutivo de um bem maior.
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Aceitação das diferenciações na Divindade.
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A onipotência divina não engloba o absurdo ou o que é contrário à Natureza divina, implicando que o mal não pode ser abolido totalmente pois é função da radiação exigida pelo Sumo Bem.
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Exclusão da capacidade de ser outro.
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Impossibilidade de abolir o mal em si.
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Vínculo entre criação e radiação do Bem.
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A distinção fundamental entre o Sobre-Ser como necessidade absoluta em si e o Ser como relatividade ou Maya define este último como a própria Possibilidade e uma menor absolutidade.
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Sobre-Ser como absoluta Necessidade.
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Ser como Possibilidade necessária em si mas contingente nos conteúdos.
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Possibilidade como dimensão interna da infinitude.
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A diferenciação na ordem das possibilidades separa aquelas que refletem a necessidade do Princípio gerando as coisas daquelas que manifestam a contingência gerando os modos.
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Qualidades do Ser como ordem de possibilidades.
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Participação das qualidades na necessidade absoluta.
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Distinção entre o que deve ser e o que pode não ser.
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A possibilidade privativa manifesta o contraste necessário na contingência e simboliza através da ausência o arquétipo suprassensorial ou o silêncio de profundidade e infinitude.
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Experiência do silêncio como possibilidade.
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Referência transcendente da privação.
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Impossibilidade de experiência do nada puro.
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O vazio empírico constitui uma experiência relativa de não-ser e atua como traço do Vazio principial e metacósmico, embora o Vazio absoluto seja impossível como realidade manifestável.
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Éter como plenitude sutil.
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Distinção entre vazio espacial e Vazio absoluto.
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Conhecibilidade de princípio de todo o real.
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A distinção entre impossibilidade metafísica e experiência física alerta para não confundir a causalidade essencial invariável com as modalidades circunstanciais que variam sempre.
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Espaço como vazio simbólico e empírico.
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Causalidade refere-se ao rapport essencial e não aos modos.
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Exemplo da rotação da terra e a sucessão de dias.
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A atribuição de infinitude varia conforme o referencial, sendo absoluta no Sobre-Ser e relativa no Ser, onde atua como abertura para a efusão inesgotável da diversidade.
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Uso de linguagem elíptica para verdades transcendentes.
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Violação da lógica pela verdade superior.
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Ser como realizador da infinitude em modo relativo.
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O nada identifica-se com a impossibilidade total e inexistente, mas a infinitude da Possibilidade empresta-lhe uma aparência ilusória que estende o mundo em limitações.
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Impossibilidade em si versus impossibilidade lógica.
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Função das possibilidades intermediárias.
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Limitação como espelho do único Possível.
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A crítica aos asharitas aponta que a Vontade divina não é um arbítrio individual que viola os princípios, mas segue a distinção necessária entre a Possibilidade e a Necessidade.
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Rejeição da ideia de que Deus age contra a realidade.
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Diferença entre Possibilidade (Maya) e Necessidade (Atma).
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Conhecimento reservado aos conhecedores por Allah.
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A natureza das possibilidades precede a sua existencialização divina, onde a refração diversificante produz modalidades inversas ou privativas através do polo obscuro da relatividade.
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O não-querer divino como função da natureza da possibilidade.
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Autodeterminação da possibilidade.
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Logos luminoso e démiurgo tenebroso na raiz do mundo.
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A distinção entre possibilidade abstrata e concreta esclarece que aquilo que não se realiza factualmente constitui uma impossibilidade real devido à natureza total do destino envolvido.
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Possibilidade abstrata como ponto de vista humano.
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Possibilidade concreta como o que deve ser para Deus.
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Impossibilidade de facto baseada no destino.
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A tensão entre liberdade e necessidade permeia o Ser e as coisas, onde a predominância da efetividade revela a necessidade enquanto o conteúdo pode manifestar a liberdade.
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Possibilidade teórica versus prática.
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Ser constituído de Liberdade (Infinito) e Necessidade (Absoluto).
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Exemplo do voo do pássaro.
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A máxima evangélica sobre a possibilidade total em Deus refere-se à irrupção milagrosa da Onipotência que permite ao ser humano transcender a roda cósmica rumo à Permanência divina.
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Possibilidades como véus que restringem e manifestam.
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Possibilidade absoluta como Véu supremo.
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Tridimensionalidade de Ser, Consciência e Felicidade.
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