ESOTERISMO GUENONIANO E MISTÉRIO CRISTÃO
BORELLA, Jean. Ésotérisme guénonien et mystère chrétien. Lausanne: L’Age d’Homme, 1997.
Formulando os princípios de uma compreensão interior das formas sagradas René Guénon se impôs no Ocidente como o mestre-teórico do esoterismo. No entanto, embora comporte pesadas consequências para o cristianismo, sua doutrina ainda não foi objeto de uma estudo aprofundado em meio cristão. Encontra-se neste livro, pela primeira vez, além de uma análise da concepção guenoniana do esoterismo, um exame crítico de sua aplicação ao cristianismo. em função dos dados fornecidos pela religião ela mesma. Estes dados, não se poderia contentar em invocá-los, era necessário fazê-los conhecer: donde a abundância das citações e das referências. O dossier assim constituído não só permitirá julgar sobre suas peças, mas conduzirá também a descobrir uma face pouco conhecida da revelação do Cristo.
Introdução geral: uma interpretação guenoniana do cristianismo é legítima?
I Natureza da Perspectiva Esotérica
Do Esoterismo: História e Noção
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Do adjetivo ao substantivo
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Definição e situação do esoterismo
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Em que as ciências sagradas provêm da hermenêutica
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Algumas ilustrações desta doutrina
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A noção de hermenêutica
Do Esoterismo em sua essência e em sua existência
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A estrutura triangular do campo hermenêutica
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Da essência e da existência
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Da inteligência e do conceito
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O esoterismo ideal e as ilusões do ego
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A intuição das essências como experiência semântica
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Guénon ensinou a doutrina do esoterismo absoluto?
Esoterismo-Exoterismo: uma dialética viva
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Uma dialética de três termos
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A revelação divina converteu o exterior em interior
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Velamento esotérico e desvelamento metafísico
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Esoterismo real, esoterismo formal
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Um contraprova: a lenda do Graal
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Só há uma Igreja
René Guénon e o Cristianismo: exame crítico
Refutação direta e refutação indireta
O Esoterismo cristão segundo René Guénon
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“Religião”: história e etimologia
Esoterismo Judeu ou Nova Aliança?
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Desde sua origem o cristianismo é uma religião universal
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Exame das provas alegadas por Guénon: a novidade de Niceia
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Existência de uma regra de fé anteniceana
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As origens do “consubstancial” niceano
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A exumação teologal dos conceitos
O “dogmatismo” niceano-
Os dogmas e o dogma: breve história de uma palavra
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A crise ariana e a autoridade do Magistério
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Sobre a imutabilidade das formulações dogmáticas
Mistério dogmático e mistério batismal-
“Mistério” na literatura antineceana
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O argumento do batismo
O véu rasgadoA economia escatológica do cristianismoSacramentos e Sacramentais
A Natureza dos Sacramentos é imutável
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Da natureza dos sacramentos
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Do caráter sacramental
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Nela mesma a graça sacramental não é suscetível de mais ou de menos
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A tese guenoniana é triplamente não receptível
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A instituição dos sacramentos
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A validade dos sacramentos
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O modo operatório dos sacramentos
A ordem sacramental é incorruptívelO Cristianismo e seu Mistério
A religião cristã fala dela mesma
Mistério e Doutrina
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O mistério do “cristianismo”
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Os “mistérios” do paganismo
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Etimologia e vocabulário
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Caracteres gerais dos mistérios pagãos
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Mistérios pagãos e sacramentos cristãos
O mysterion teologal no Novo Testamento-
Nos evangelhos
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Em São Paulo
O triplo mysterion da doutrina cristãO mistério cristão e as tradições esotéricas do rabinismoAs tradições secretas em Clemente de AlexandriaEsoterismo e conhecimento em OrígenesO esoterismo doutrinal dos primeiros séculos-
O Cristo ensinou oralmente a doutrinas de fé aos Apóstolos
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As chaves da gnose só foram confiadas a quatro discípulos
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O Magistério doutrinal na Tradição cristã
A Iniciação Sacramental e a Disciplina do Arcano
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Um esoterismo manifesto
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Mistérios, sacramentos, iniciação
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A disciplina do arcano
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Significação e história da expressão
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Arcano e catecumenato
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O arcano nos textos dos séculos II ao IV
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Um testemunho capital: São Basílio de Cesareia
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O arcano a partir do século IV
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Arcano e esoterismo
A doutrina sacramentária-
A catequese batismal de Jesus Cristo
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O selo do pecado e o selo do batismo
Teologia dionisiana da iniciação cristã-
Uma doutrina sacramentária “arquetípica e mistérica”
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As três etapas da via e os três graus da hierarquia
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Hierarquia dos iniciadores e hierarquia dos iniciados
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Os sacramentos da iniciação: o batismo (adultos e crianças)
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Confirmação e eucaristia: a iniciação perfeita
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Os graus de contemplação e a iniciação monástica
Um certo espírito de esoterismoSobre o cânon da missa recitada em silêncioOs graus da salvaçãoHabitus operativo e habitus entitativoSão Simeão o Novo Teólogo e o batismo no EspíritoAs três etapas da via e as três partes da filosofiaO batismo das crianças nos Padres da IgrejaNatureza da consagração monástica segundo a doutrina católicaA Via Mística
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À escuta da palavra cristã
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O que os Padres entendiam por “mística”
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Natureza da contemplação mística
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Do adjetivo ao substantivo
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Dos séculos V ao X: a herança dos Padres
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Dos séculos XI ao XIII: do sentido eucarístico ao sentido eclesial
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Dos séculos XIV ao XVI: o místico e a mística
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Sob a patronagem do Santo Dionísio o Areopagita
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Século XIX: aparição do “misticismo”
Ruptura ou continuidade na tradição mística-
Uma certa psicologização da via mística
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O aristotelismo enfraqueceu a “virtude gnóstica” do intelecto
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A mística: refúgio do platonismo cristão
Contemplação adquirida e contemplação infusaA via do Cristo e o misticismo “guenoniano”-
“Eu sou a Via”
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Desprendimento místico ou demiurgia iniciática
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O Cristo Jesus não é uma avatara
A palavra mística e a Essência divina-
A questão dos fenômenos
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A união mística
A respeito da “Pérola evangélica”São João da Cruz é voluntarista?/home/mccastro/public_html/perenialistas/data/pages/borella/misterio-cristao.txt · Last modified: by 127.0.0.1
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