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evola:amor-sexo

AMOR E SEXO

METAFÍSICA DO SEXO

  • O amor sexual define-se como uma experiência humana complexa cujo centro de gravidade reside na união efetiva de dois seres de sexos opostos, transcendendo o mero fato biológico sem, contudo, desvincular-se da consumação física no ato sexual.
    • A delimitação do conceito exclui formas genéricas de amor, como o parental ou o patriótico, focando na atração intersexual.
    • O fenômeno abrange fatores psíquicos, afetivos e intelectuais que orbitam a realidade do coito.
    • A união dos corpos é apresentada como o ponto de convergência natural de toda a fenomenologia amorosa.
  • A distinção de Stendhal entre as categorias de amor é considerada insuficiente por basear-se em elementos periféricos, sendo o amor-paixão a única forma que atinge a profundidade existencial capaz de obliterar o pensamento e o coração.
    • Stendhal categoriza o amor em paixão, estética, físico e vaidade.
    • Bourget define o amor como um estado mental e físico de obliteração total dos sentidos e do pensamento.
    • O amor físico isolado é interpretado como um processo de primitivização ou dissociação do amor-paixão integral.
  • A perspectiva apresentada diverge do positivismo ao conferir à união sexual um significado não apenas biológico, mas metafísico, tratando o ato como o fim essencial e a conclusão da atração entre os sexos.
    • O ato físico é o termo final ao qual toda a experiência erótica naturalmente se inclina.
    • A interpretação rejeita a redução do sexo a uma função puramente fisiológica ou reprodutiva.
  • O impulso sexual e o clímax do ato funcionam como um curto-circuito que ativa as camadas mais profundas e elementares do ser, proporcionando uma fratura real da individualidade que sentimentos elevados, por si só, não conseguem concretizar.
    • Afinidades ideais e o espírito de sacrifício permanecem incompletos sem o traumatismo da união física.
    • O orgasmo sexual é a manifestação mais grosseira de uma dimensão transcendente e não individual do sexo.
    • A dedicação espiritual pura carece da ativação das camadas existenciais profundas que apenas a união efetiva promove.
  • As manifestações de afeto não material, como a simpatia e a ternura, são frequentemente interpretadas como sublimações ou desvios regressivos da pulsão sexual primária.
    • A pesquisa psicanalítica é citada como base para a compreensão dessas formas de amor como transposições.
    • A ternura é vista como uma derivação da energia erótica original.
  • A transição do amor-paixão para estruturas sociais e afetivas, como o matrimônio e a família, é identificada como uma queda de nível existencial e uma solução ilusória para a necessidade de integração ontológica do ser.
    • O plano das convenções sociais e da vida a dois representa o estado demasiadamente humano descrito por Nietzsche.
    • A institucionalização do amor atua como um sucedâneo que dissolve o contato com as forças primordiais.
    • A máxima de Schiller sobre a permanência do amor após a paixão é lida como um paliativo diante da incapacidade de sustentar o momento fulgurante da unidade.
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