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UNICIDADE DO SER
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A observação de Nicholson segundo a qual o misticismo é fundamentalmente o mesmo em todas as épocas e países esclarece a semelhança profunda entre sistemas remotos e explica a centralidade da doutrina da Oneness of Being (Waḥdat al-Wujūd) no Sufismo.
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Citação de R. A. Nicholson como ponto de partida.
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Crítica à confusão gerada por ignorar a unidade essencial do misticismo.
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Centralidade de Waḥdat al-Wujūd também nos misticismos ortodoxos da Ásia.
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Formulações elípticas da Oneness of Being encontram-se no Qur’ān, que afirma a presença exclusiva da Face de Deus e a extinção de tudo o mais.
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“Wheresoe’er ye turn, there is the Face of God.”
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“Everything perisheth but His Face.”
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Permanência exclusiva da Face divina após a extinção de tudo.
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Fundamentação corânica dos termos fanā’ e baqā’.
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A criação pertence ao domínio do “então” e do “aí”, enquanto o Verdadeiro Presente — o Eterno Now e o Infinite Here — é prerrogativa exclusiva de Deus, no qual tudo o que é perecível já pereceu.
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Eternidade e Infinitude transcendem e abarcam todas as durações e extensões.
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“Remaining” refere-se ao Resíduo Divino no Presente eterno.
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fanā’ como extinção do santo em Deus.
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baqā’ como vida eterna em Deus ou como Deus.
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A doutrina está implícita no Nome divino al-Ḥaqq, pois afirmar Deus como Realidade exclui qualquer outra realidade absoluta.
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“Being” como expressão da Realidade Absoluta.
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Pluralidade criada como véu ilusório.
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Plenitude infinita de Deus presente sob cada aspecto aparente.
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Indivisibilidade da Totalidade divina.
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O Treatise on Oneness declara que a clareza sobre o segredo de um átomo revela o segredo de toda a criação e conduz à visão exclusiva de Deus.
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Unidade do interno e do externo.
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Exclusividade da visão divina neste mundo e no outro.
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Consequência lógica da Infinitude divina: nada pode subsistir fora dela.
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A doutrina refere-se apenas à Realidade Absoluta e não às realidades relativas ou “metafóricas”, como exposto por Ghazālī no Mishkāt al-Anwār.
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Ascensão dos Gnósticos do plano metafórico ao pico da Verdade.
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Nada existe senão Deus e Sua Face.
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Cada coisa possui duas faces: própria e do Senhor.
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“There is no he but He” como proclamação dos eleitos.
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Superação de toda comparação na afirmação Allāhu Akbar.
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A Oneness of Being manifesta-se sempre que há referência explícita ao Absoluto, ao Infinito e ao Eterno, e no Cristianismo ela surge inevitavelmente quando a Verdade Suprema é concebida diretamente.
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União com a Segunda Pessoa da Trindade como forma implícita.
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Totalidade presente onde Cristo é possuído.
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Recuo da doutrina quando o Absoluto recua ao fundo.
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Mudança de plano de consciência nas formulações místicas.
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Na ʿAlawī Ṭarīqah, o noviço deve abandonar a agilidade da “profane intelligence” e adquirir versatilidade comparável ao voo de um pássaro, tendo o Qur’ān e as Traditions como modelos dessa mobilidade.
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Comparação da inteligência profana a “monkey chained to a post”.
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Necessidade de alternância entre níveis de consciência.
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Qur’ān e Traditions como protótipos de versatilidade espiritual.
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Os três níveis de inteligência são exercitados nas três fórmulas do rosário ʿAlawī: pedido de perdão, bênção ao Profeta e afirmação da Unidade divina.
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Primeiro nível: purificação do ego.
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Segundo nível: absorção do ego na pessoa do Profeta.
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Profeta como Al-Insān al-Kāmil, símbolo do universo criado.
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Terceiro nível: afirmação exclusiva da Unidade divina além do Profeta.
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A diversidade de níveis explica a variação de perspectivas nas formulações místicas, sendo natural que os Mestres enfatizem Waḥdat al-Wujūd por seu valor metodológico e supremacia como Verdade última.
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Passagem do finito ao Infinito como definição do misticismo.
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Formulações poéticas como expressões espontâneas de múltiplos planos.
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Insistência na Unidade como auxílio para situar-se no Eterno Presente.
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Valor “hypnotic” da repetição doutrinal segundo o Treatise on Oneness.
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A incompreensão ocidental da poesia de ʿUmar ibn al-Fāriḍ e Jalāl ad-Dīn al-Rūmī deriva da não assimilação profunda da Oneness of Being, como ilustrado pelas críticas de Massignon.
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Recuo diante do significado profundo.
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Acusação de negar Transcendência e imortalidade.
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Meister Eckhardt citado: “There is something in the soul which is uncreated.”
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Shaykh Al-ʿAlawī e Shushtarī afirmam identidade além do ego.
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A Transcendência divina não é negada pela doutrina, mas reafirmada de modo mais radical, e sua formulação não se origina apenas com Ibn ʿArabī, pois já estava presente em Ghazālī e predecessores.
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Massignon atribui formulação inicial a Ibn ʿArabī.
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Continuidade islâmica anterior demonstrada por textos de Ghazālī.
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Distinção entre proclamação geral “there is no god but God” e a dos eleitos “there is no he but He”.
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Testemunhos de ʿAbd Allāh al-Harawī, Al-Ḥallāj, Al-Kharrāz e Abū ʿUbaidah mostram continuidade histórica da doutrina da Unidade no Islã.
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Terceiro grau de Tawḥīd: impossibilidade de afirmar a Unidade sem dualidade.
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Declaração de Al-Ḥallāj sobre a impossibilidade de afirmar sem criar outro.
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Proximidade divina maior que qualquer coisa observada.
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A doutrina corânica de Nearness–Identity–Oneness exprime-se em versículos como “We are nearer to him than his jugular vein” e na tradição: “I am the Hearing wherewith he heareth”.
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Identidade não implica mudança na Divindade.
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Mudança refere-se à percepção.
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Versículo: “We are nearer to him than ye are, although ye see not.”
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Proximidade maior que a do próprio ser a si mesmo.
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Unidade que ultrapassa a união.
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A compreensão da Unidade já estava presente entre os Companions, homens de um único Livro, que não teriam suposto que o Qur’ān dissesse menos do que diz.
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Referência ao versículo: “He is the First and the Last and the Outwardly Manifest and the Inwardly Hidden.”
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Expressão do Profeta: “Thou art the Outwardly Manifest and there is nothing covering Thee.”
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Continuidade psicológica e espiritual entre Qur’ān e primeiros crentes.
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