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ACONSELHAMENTO (7)
PALLIS, Marco. The Way and the Mountain: Tibet, Buddhism, and Tradition. 1st ed ed. New York: World Wisdom, Incorporated, 2008.
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Uma tradição completa constitui-se de três elementos fundamentais, utilizáveis em diversos graus de conhecimento: uma doutrina expressa em um dialeto espiritual próprio, meios de Graça como suportes das influências espirituais e uma lei tradicional que regula o campo da ação.
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O dialeto espiritual da doutrina manifesta-se não apenas em textos, mas em artes, costumes e em todos os componentes da forma tradicional.
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Os meios de Graça, revelados na origem ou posteriormente, atuam como veículos para a animação espiritual da tradição.
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A lei tradicional estabelece as balizas positivas e negativas para a conduta humana em conformidade com a ordem universal.
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A atitude exotérica em relação à doutrina caracteriza-se pela fé em seu sentido ordinário, representando um aspecto passivo do conhecimento, enquanto o esoterista busca a realização ontológica e o conhecimento em modo ativo.
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No dialeto cristão, a fé do esoterista equivale à visão direta, possuindo o poder de mover montanhas por sua eficácia realizadora.
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O exotérico aceita o elemento sacramental como um mistério que implanta um germe espiritual, destinado a frutificar sob o cultivo da fé e das virtudes.
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O esoterista participa dos ritos com a intenção consciente de atualizar seus frutos em grau máximo, assumindo uma postura ativa que não aceita limites para a expansão do ser.
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A conformidade legislativa, tanto ritual quanto moral, permanece como exigência para todos os seres enquanto sua individualidade não estiver plenamente ordenada e centrada.
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Estar sob a lei é uma condição necessária para a retificação das faculdades periféricas do ser humano.
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O objetivo final da submissão à lei tradicional é a conversão do status humano virtual em uma atualidade irreversível, retornando à norma simbolizada pelo eixo que atravessa todos os mundos.
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O estado humano desde a queda é apenas potencial, exigindo o retorno ao centro para ser efetivado.
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O eixo central identifica-se com o caminho pelo qual a Luz Inteligível desce de sua fonte para iluminar a ignorância e aponta a direção da libertação.
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O caminho da ascensão espiritual coincide com a trajetória da descida da Luz, servindo como a via de escape da compressão e da dispersão em direção à liberdade do Princípio.
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A realização do eixo central unifica o ser com a fonte de toda iluminação.
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A lei tradicional atua como o guia que mantém o viajor alinhado à verticalidade do eixo axial.
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