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VIA ASCENDENTE

STABLES, Pierre. Deux clefs initiatiques de la “Légende dorée”, la kabbale et le “Yi-king”. Paris: Dervy, 1975

  • A via de surgimento da luz espiritual segundo a Lenda Dourada
    • A aparição do Senhor a Pedro após seu retiro de três dias e três noites em uma cave, como exemplo para os fiéis obedientes.
      • “Ele ali foi humilde e obediente, e por isso foi ali que o Senhor lhe apareceu e o confortou.”
    • A primazia do amor e da obediência sobre a sabedoria mundana, exemplificada pela aparição do Senhor às mulheres e às cortesãs.
      • “As cortesãs precedem os Sábios no Reino dos Céus.”
  • A humildade na vida oculta: o martírio e a descoberta de São Gervásio e São Protásio
    • A aparição dos dois jovens de grande beleza a Santo Ambrósio durante seu estado de oração liminar.
      • “Nem completamente acordado, nem completamente adormecido.”
    • A confirmação da visão por uma segunda aparição e pela intervenção de São Paulo, que revela o local oculto dos corpos.
      • “Naquela mesma igreja onde oravas, São Gervásio e São Protásio jazem sob uma abóbada de pedra coberta de terra.”
    • O volume encontrado junto às suas cabeças como registro integral de suas vidas humildes.
      • “Um pequeno volume contendo o relato de seu nascimento e de sua morte.”
  • A interpretação etimológica dos nomes Gervásio e Protásio
    • Gervásio como representante do “pequeno vaso sagrado” ou do “pequeno estrangeiro” perante Deus.
      • “Pequeno vaso sagrado ou pequeno estrangeiro… porque este santo se considerava com desprezo como pequeno diante de Deus.”
    • Protásio como aquele que é “primeiro” em dignidade e “divino” em amor, distante das afeições mundanas.
      • “De prothos que significa primeiro, e dyos, divino, ou ainda que se mantém distante. Como se se quisesse dizer que, primeiro por sua dignidade, divino por seu amor, ele estava distante das afeições do mundo.”
  • A meditação de três dias e seus símbolos universais no Yi-King
    • A profundidade e o propósito investigativo da meditação prolongada por três dias.
      • “Expressar a profundidade da meditação, a extensão e o alcance das pesquisas.”
    • A caverna e a pedra como símbolos de um local de repouso, firmeza no isolamento e busca do estado transcendental.
      • “O símbolo de um lugar de repouso.”
      • “Firmeza no isolamento… o conhecimento da causa inicial, ou a origem dos efeitos.”
    • A associação entre calma, meditação e a obtenção do estado de “gênio transcendente” que faz do sujeito um mediador.
      • “A calma do espírito permite a meditação, e, por meio desta, pode-se chegar ao objetivo.”
  • A noção de “arca” como recipiente de conservação e tradição
    • A abóbada de pedra como análoga à arca de Noé, local de preservação de histórias totais ou protótipos.
    • A Virgem Maria como a “Arca do Testamento” ou da Tradição, guardiã ativa da memória dos eventos da Encarnação.
      • “De revelar, posteriormente, a verdade aos escritores e aos pregadores.”
    • A função contínua da Virgem como memória atualizável da Tradição para escritores e pregadores.
      • “Os evangelistas lhe pediam muitas informações sobre as quais ela os esclarecia.”
  • As vias de ascensão da obscuridade à luz espiritual
    • A síntese das três formas de acesso à luz: o retiro em um caveu, a oração persistente na nave e o recurso intelectual e místico a Maria como arca.
    • A etimologia do nome Maria como “mãe amarga”, “iluminadora” ou “iluminada”, relacionando a amargura ao oceano de sofrimentos e luz.
      • “Maria quer dizer: mãe amarga, ou iluminadora, ou iluminada.”
      • “É um oceano luminoso e iluminador, e que um oceano é amargo.”
    • A iluminação de Maria decorrente de sua escolha pela glória celeste, refletida em perfeito conhecimento e claridade corporal.
      • “É agora iluminada em seu espírito pela luz do conhecimento perfeito, e… em seu corpo será iluminada de claridade.”
  • O método etimológico da Lenda Dourada e sua relação com as escolas esotéricas
    • O procedimento de quebrar palavras para evocar associações de ideias, similar ao método Nirukta hindu.
    • A função do nome como uma arca que revela esplendores da memória tradicional, suplantando a invenção individual.
    • O paralelo com o procedimento grego do sum-bolon para reconhecimento de vínculos familiares ou de ideais comuns.
    • A finalidade do sum-bolon, segundo o Yi-King, para unir Sages em uma ação unificadora que transcende interesses profanos.
  • A humildade como chave de acesso aos estados espirituais e o uso do sum-bolon
    • A aquisição prévia da humildade como fundamento para o direito a um nome passível de ser quebrado simbolicamente.
    • A transmissão das pseudoetimologias como prova de uma liberação mental que permite um novo jogo de palavras, indicativo do “espírito que voa”.
    • A distinção entre o uso banal do sum-bolon para attestação de vínculos e seu transcendimento para uma herança tradicional ativa no plano vertical.
  • A etimologia e o simbolismo do nome Ambrósio
    • Os significados de Ambrósio como “âmbar odorífero”, “ambrosia celeste” e “raio celeste de mel”.
    • A associação com a AMRITA hindu e a ambrosia grega, alimentos da imortalidade e do conhecimento místico.
    • O prodígio das abelhas entrando na boca do infante Ambrósio, relacionando-o às iniciações antigas e ao conhecimento platônico.
      • “Se esta criança viver, será algo grandioso.”
    • A Lenda Dourada como receptáculo de tradições antigas, assumidas pela Igreja.
      • “A Igreja veio para assumi-las.”
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