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RECRIAR ROMA
DAUGE, Yves-Albert. Virgile, maître de sagesse: essai d'ésotérisme comparé. Milano: Arche, 1984
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A missão profética de Virgílio e a sua relação com a Alma do Mundo
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A investidura do poeta da Eneida com uma tarefa profética, missionado pela Alma do Mundo para favorecer o seu trabalho e a sua encarnação na terra.
A natureza e as manifestações da Alma do Mundo-
A definição da Alma do Mundo como um conjunto complexo de Energias divinas e Potências mediadoras que atuam no cosmos para conceder a Vida e orientá-la para a Luz.
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A identificação da Alma do Mundo como Vontade demiúrgica, Sabedoria construtora e inspiração “sofianica”, segundo autores como P. de Francisci e Henry Corbin.
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As diversas aparições da Alma do Mundo na epopeia virgiliana, nomeada por Anchises como spiritus ou mens.
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A correspondência da Alma do Mundo com o círculo de divindades do Olimpo, bem como a sua presença nas qualidades, intenções ou gestos de Júpiter, Apolo, Vênus, Vulcano, Vesta e Mercúrio.
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A identificação da Alma do Mundo com o “sol místico”, com o Éter e com a expressão dos seus desígnios nos fatorum arcana.
A confraria oculta como relais terrestre da Alma do Mundo-
A existência de uma confraria oculta, fundamental e permanente, como principal relais da Alma do Mundo para a terra, cuja vocação espiritual é imutável e se mantém acima da história.
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A caracterização desses grandes Iniciados e Sábios ocultos como os guardiões da Imago Romae e os canais da Imaginação criadora, dispensadores das Ideias-Forças e das Energias a manifestar.
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A representação desses seres na Eneida por personagens em relação com o Elísio: a Sibila de Cumas, Anchises “angelizado”, Orfeu, os filhos de Júpiter, os fiéis de Apolo e Eneias após a sua assunção.
As comunidades missionadas na história e o ciclo das civilizações-
A emanação, a partir desses “Vigias”, de comunidades missionadas na história, como instrumentos visíveis e circunstanciados de uma Vontade supra-mundana e supra-humana.
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A incapacidade dessas sociedades, expostas ao fluxo dos eventos e à degradação da energia, de incarnar por muito tempo o “governo com os Princípios”, submetendo-se a um ciclo de nascimento, crescimento, declínio e morte.
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A sucessão de diferentes comunidades romanas como rostos sucessivos de uma única Romanidade: a Roma primordial, a Roma real, a Roma republicana, a Roma imperial.
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A existência de uma distância variável entre a Imago Romae e as suas diversas manifestações terrestres, com a elite romana do século I a.C. consciente desse descompasso.
O propósito profético de Virgílio para além da justificação histórica-
A rejeição do propósito de justificar o estado de coisas contemporâneo, sacralizar o imperialismo romano ou divinizar a Roma histórica.
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O desejo profundo de Virgílio de ser o profeta da Alma do Mundo, a testemunha da Sabedoria celeste, o revelador das distâncias criadoras e o iniciador da Arte soberana.
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A comparação do papel do vates virgiliano com o do nabi na história de Israel, como o “homem do Espírito” chamado para renovar o fogo da Aliança.
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O dinamismo desses seres, resultante da dialética permanente que instauram entre transcendência e imanência, entre a Divindade exigente e a cidade humana insatisfeita e ávida de salvação.
Virgílio como personagem profético e a Eneida como receptáculo da Alma do Mundo-
A autoidentificação de Virgílio, ligado a Mercúrio e a Vênus, como mandatado pela Alma do Mundo para incarnar o desígnio providencial e a Sabedoria mística e mágica.
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A citação de Rumi que Virgílio poderia proclamar: “Eu sou dessa Alma que é a alma das almas, / Eu sou dessa Cidade que é uma cidade infinita, / E o caminho que a ela conduz é um caminho sem fim”.
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O desejo de dar à divina Mens o meio de transformar a humanidade através de Roma, atraindo para a terra a Alma universal ao criar para ela um receptáculo adequado: o poema Eneida.
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A concepção da Eneida como expressão suprema da “arte cabírica”, resultado e matriz da teurgia do fogo.
O projeto de ruptura e remodelação através da hiero e metahistória-
A ruptura com a história para se mergulhar na hiero e na metahistória, com o fim de entregar uma mensagem profética destinada a dominar a história.
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A intenção de modificar totalmente a realidade, remodelar o Romano tal como ele devia ser, inculcar nos melhores um conhecimento mais elevado da sua vocação e impor a uma nova elite a plenitude severa do imperativo criador.
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A atualização do projeto de uma comunidade romana ideal, plenamente ligada ao círculo olímpico e à Fonte divina pela sua pietas extraordinária.
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A interpretação da intenção de Virgílio de destruir o poema inacabado não como capricho de esteta, mas como angústia de profeta, por não o considerar suficientemente pronto para a sua missão revolucionária e recriadora.
A importância das distâncias-
O conceito capital e “operativo” das distâncias, utilizado intensivamente pelos Romanos.
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A lei universal do progresso como fruto do duplo esforço de discernir uma distância entre a realidade e o ideal e de querer colmatá-la.
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A citação de Nietzsche sobre a “paixão” aristocrática fundamental de estabelecer distâncias dentro da alma para produzir estados cada vez mais elevados e o contínuo autossuperamento do homem.
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A referência a Julius Evola sobre o termo viveka como separação, cisão, discernimento e sobretudo “criação de distâncias” nos primeiros passos da via da libertação.
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A caracterização da Eneida como proposta e explicação de distâncias.
Diferença entre “consolidar” e “transfigurar”-
A presença em Virgílio de uma força de crítica e de uma elevação de ideal que demonstram que o poeta não busca consolidar um regime, mas suscitar uma mutação radical.
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A exigência da transfiguração do Romano, que deve tornar-se o “Homem Perfeito”, o “Antropocosmo realizado”, o theios aner, o Herói gnóstico, místico e solar.
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A exigência da transfiguração da comunidade romana, que deve tornar-se conforme à imagem da Roma celeste.
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A exigência da transfiguração do mundo, que deve manifestar, graças à Pax Romana, a Luz e a Vida “hipercósmicas”.
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A proposta de uma energética psico-espiritual para a metamorfose universal, em vez da ratificação de uma situação histórica determinada.
Diferença entre “imperialidade” e “imperialismo”-
A definição da imperialidade como resultado necessário de um estatuto ontológico superior, do qual é a aura prestigiosa e a manifestação soberana.
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A caracterização da imperialidade como glória sacral, majestade flamejante, luz celeste, inspiração e energia divinas, força vitoriosa, esplendor dos carismas.
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A identificação da imperialidade com auctoritas, magnitudo animi, pietas, e a possibilidade de realizar hanc coniunctionem potestatis et sapientiae de tipo platônico.
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A expressão da imperialidade nos versos 851-3 do livro VI: “Tu, Romano, ordena o mundo sob a tua autoridade suprema, guiado pela lembrança do que viste: eis a essência mesma da tua arte; estabelece a Paz na plenitude da sua norma, clemente para os que se lhe submetem, impiedoso para os rebeldes”.
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A distinção da maestria de si e do acesso ao Eu verdadeiro, conquistado nos livros I a V.
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A distinção da visão dos arquétipos e da apreensão das Energias criadoras, correspondente à iniciação do livro VI.
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A distinção da “Arte real” para a instauração da Justiça e da Paz, que se exercerá nos livros VII a XII, e para além.
A definição do imperialismo como a degradação, a perversão e a caricatura da imperialidade.A identificação do imperialismo com a vontade de poder sem justificação ontológica ou a rutura da dialética entre as forças do alto e as de baixo.A caracterização das energias no imperialismo como encurvadas sobre si mesmas, fechadas sobre o seu ego, separadas, discordantes e devoradoras.Os exemplos de imperialismo na Eneida: os Gregos, Cartago, Turno, chefe dos Rútulos, Mezêncio, e alguns “condenados”.A multiplicação, por Virgílio, das distâncias entre o ideal e a realidade, entre a imperialidade e o imperialismo, entre a Imago Romae e a perversão ou fraqueza da romanidade, como expressão de uma vontade imensa de transformação.O Imperativo criador-
A proposta de Virgílio das fins da transfiguração e da imperialidade dirigida a uma elite romana de kshatriyas, homens dotados de uma poderosa energia ordenada para a ação e fascinada pelo conhecimento.
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A posição de Virgílio como um brâmane a dirigir-se a kshatriyas, um homem de conhecimento a escrever para homens de luta e de criação.
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A concepção do herói Eneias como reflexo desse duplo registro: modelo do kshatriya que caminha para a sabedoria e a renúncia brâmane.
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A intenção essencial do poeta épico de tirar do domínio metafísico a mais forte incitação à energia construtora e à Arte real que possa tocar os espíritos dos seus concidadãos.
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A formulação incessante, por Virgílio, do Imperativo criador para a gênese do sobre-homem, do verdadeiro filho de Júpiter.
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A referência à “metafísica do ser no imperativo” do esoterismo islâmico, onde do segredo do Abismo divino parte um intenso “chamamento ao ser” simbolizado pelas consoantes do imperativo do verbo ser em árabe: KN, equivalente a Esto!.
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A citação de Henry Corbin sobre o imperativo divino que, pela sua recorrência perpétua, arranca perpetuamente o ser constituído ao pesadume do nada, percorrendo todos os universos com o movimento ascensional de um imperativo criador.
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A concepção desse imperativo como a “essência dinâmica” e a “finalidade” do ser, expressa na fórmula “Torna-te o (deus) que és”.
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O eco desse comando divino nos Diálogos com o Anjo: “A palavra edificante é: 'QUE ASSIM SEJA!'. 'Foi' – é omissão, 'seria bom' – incapacidade, 'é bom' – suficiência. Que a tua palavra seja: 'QUE ASSIM SEJA!'”.
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A compreensão por Virgílio da importância desse imperativo suscitador de ser, desejando ser o seu propagador, como profeta do Espírito.
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A mensagem de Virgílio dirigida aos melhores dos Romanos: “Vós sois deuses, Filhos de Júpiter Optimus Maximus”, e: “Tornai-vos o que sois, encontrai essa filiação pela vossa arte, pela vossa imperialidade, pelo uso benéfico da vossa onipotência”.
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A comparação com a declaração de Jesus aos seus discípulos: “Vós sois a luz do mundo”, significando “Sede plenamente Luz!”, e o seu comando: “Vós, sede pois perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito”.
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A definição do Imperativo criador como profeção pelo Deus, pelo profeta, pelo artista, para arrancar os homens “aos pesadumes da sua negatividade” e lançá-los na aventura heróica e perigosa da deificação.
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A posição da ontologia em termos de imperativo futuro, do tipo Esto!, como uma intimação para passar do homem “natural” ao homem “normal”, do homem perfectível ao “Homem Perfeito”.
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A concepção da antropologia criação centrada na vocação autêntica da pessoa humana como uma antropologia da metamorfose e da deificação.
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A doutrina tradicional e a convicção de Virgílio de que o microteos/microcosmo que é cada um deve tornar-se digno de ser “filho de Deus” e religar, por si e em si, todos os elementos do real.
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Os numerosos imperativos dirigidos a Eneias ao longo do poema, representando o assédio do herói pelo chamamento divino e as repercussões de um Esto! fundamental.
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A citação da fórmula célebre de Evandro: “Aude, hospes, contemnere opes et te quoque dignum / finge deo…”, ou seja, “Ousa, ó meu hóspede, libertar-te do plano material, e tu também, imagina-te, forja-te digno de Deus”.
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A análise do termo AUDE como figura da virtude|virtus combatente.
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A análise do termo FINGE como referente à virtus criadora.
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A análise do termo DIGNUM como indicador de que a deificação é o cumprimento normal do homem.
A importância da noção de dignidade como orientação correta da vontade humana e resposta justa ao chamamento do alto.A análise da palavra hebraica para digno, Yeoth (YhAWTh), como qualificadora do ser real, o Filho que se religa ao Père pela sua inserção no circuito das Energias criadoras.A citação de Annick de Souzenelle: “É digno, 'em baixo', o que está à imagem exata do seu arquétipo 'em cima', que cumpriu toda a lei do Aleph ao Tav e tornou a subir a escada da Imagem à Semelhança”.A reflexão de Ramakrishna sobre a necessidade de trabalhar assiduamente para se tornar digno da graça de Deus, pela qual e pelos esforços pessoais se podem esgotar em uma vida os sofrimentos de várias existências.A citação do Oratio de hominis dignitate de Pico della Mirandola, onde o Criador diz a Adão: “a ti, (…) não te impus barreiras alguma, é da tua própria vontade, no poder da qual te coloquei, que determinarás a tua natureza. (…) Para que, dono de ti mesmo e tendo por assim dizer a honra e o encargo de forjar e modelar o teu ser, te componhas a forma que tiveres preferido. Poderás degenerar em formas inferiores que são animais, poderás, por decisão do teu espírito, ser regenerado em formas superiores que são divinas”.A destinação, por Virgílio, de todos esses imperativos a cada Romano suscetível de interpretar a mensagem e compreender a sua “essência dinâmica” e a sua “finalidade”.A possibilidade de Virgílio julgar possível fazer assim levantar uma nova raça de ouro, capaz de ver os deuses na sua verdadeira luz e de espalhar na terra os benefícios da sua Paz.O eco desse desejo na 4.ª Bucólica: “Ille deum vitam accipiet diuisque videbit / permixtos heroas et ipse videbitur illis, / pacatumque reget patriis virtutibus orbem”.A correspondência com as “Bem-aventuranças” de Jesus: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os obreiros da paz, porque serão chamados filhos de Deus”.A perspectiva universalista de Virgílio-
A proposta de uma comunidade exemplar que, graças a uma disciplina apropriada, resume no termo pietas, consegue manter-se ligada à Fonte divina e às Energias criadoras, transformar ou canalizar as suas paixões, reformar-se constantemente e utilizar tudo para o bem.
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A intenção de se referir a uma elite universal encarregada de instituir uma ordem universal, falando para a humanidade inteira, “para todos os povos bons e sérios”.
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A concepção da romanidade, como o judaísmo, como expressão particular de uma intenção universal incarnada numa “forma” espaço-temporal e num “tipo” psico-espiritual, mas portadora da intenção universal da Alma do Mundo.
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A ideia de que todo o homem que toma o seu voo para a Roma essencial se aproxima do centro do ser e, tornando-se, como Eneias, um Romano, se torna um homem de fogo, um Eu divino, um artifex cósmico, independentemente do ponto de partida, desde que a vontade seja reta.
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