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evola:romulus

ROMULUS

EVOLA, Julius. Symboles et “mythes” de la Tradition Occidentale. Milano: Archè, 1980.

  • Sustenta-se a existência de antítese real entre a civilização romana e a etrusca, segundo diversas teses históricas.
    • A grandeza de Roma teria resultado da oposição espiritual e política às formas fatalistas e matriarcais.
    • Os povos itálicos pré-romanos, incluindo os etruscos, seriam marcados por cultos telúricos.
    • Roma teria superado tais influências por meio de princípio diverso e afirmativo.
  • Assinala-se que essas ideias ultrapassaram o domínio técnico e histórico, alcançando a literatura.
    • Toma-se como exemplo o romance Romulus, de Franz Spunda.
    • A obra dedica-se à epopeia das origens romanas.
    • Spunda evita reduzir ou humanizar a história segundo a moda contemporânea.
    • Procura integrar à narrativa histórica um elemento metafísico esclarecedor.
  • Spunda interpreta o nascimento de Roma por meio de antíteses simbólicas fundamentais, especialmente o Lobo contra o mundo etrusco das Mães.
    • Romulus é inicialmente chamado Aruns.
    • É filho de príncipe estrangeiro associado a Ares-Marte e de sacerdotisa etrusca, Rumnilla.
    • Nos costumes etruscos, prevalece a linha materna.
    • Aruns sente em si o sangue do Lobo, força guerreira de Marte.
    • Busca o pai desconhecido e um princípio viril anti-ginecocrático.
  • Uma nova antítese surge entre o Lobo e a Águia, símbolo superior ligado à transformação interior.
    • Aruns encontra-se na gruta da Sibila.
    • A Sibila anuncia necessidade de autoengendramento espiritual.
    • A tarefa consiste em submeter o Lobo à Águia.
    • A Águia simboliza natureza real capaz de elevar-se ao Sol.
    • Aruns renasce interiormente e adquire asas de Águia.
    • Essa transformação permite tornar-se verdadeiramente Romulus.
  • O nome Romulus expressa superação do naturalismo e do mundo telúrico das Mães, bem como transfiguração do princípio guerreiro.
    • Supera-se a lei terrestre condicionada pela maternidade.
    • O princípio marcial é integrado ao equilíbrio solar de Apolo.
    • A oposição entre Romulus e Remus simboliza essa distinção.
    • Remus permanece ligado ao Lobo.
    • Ao violar o limite sagrado da fundação, Remus é morto.
  • Novo episódio simbólico ocorre quando Romulus alcança a terra do pai no Norte.
    • Encontra apenas o cadáver do príncipe Gorms.
    • A região revela excesso de orgulho guerreiro e individualismo.
    • Falta unidade superior capaz de fundar império.
    • Romulus reconhece no sul da Itália o local adequado para sua missão.
    • Busca não poder passageiro do Lobo, mas poder eterno da Águia.
  • Na conclusão épica, a morte e transfiguração de Romulus assumem significado simbólico profundo.
    • Após consolidar o gênio político de Roma, ressurgem antíteses internas.
    • A classe sacerdotal rebela-se contra seu poder.
    • Romulus é acusado de desafiar deuses antigos.
    • No auge do tumulto ocorre fulguração divina.
    • Romulus é arrebatado por forma divina.
    • A apoteose revela princípio transcendente superior.
    • Manifesta-se o Imperium.
  • A obra culmina em síntese artístico-simbólica da romanidade interior.
    • A força divina de Romulus transmite-se à linhagem romana.
    • O espírito da Águia difunde-se nas legiões.
    • Roma renasce de suas cinzas sob formas diversas.
    • Combater por Roma identifica-se com combater pelo mundo.
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