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OS ANTECEDENTES DE MADAME BLAVATSKY
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O nascimento e a juventude de Helena Petrowna Hahn, ocorrido em 1831 numa família de origem nobre, foram marcados por um temperamento instável e violento que impediu uma instrução metódica e culminaram em um casamento prematuro e rapidamente desfeito com o general Nicéphore Blavatsky.
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Filiação ao coronel Peter Hahn e a Helena Fadeeff, com ascendência aristocrática ligada a nomes como Alexis Hahn von Rottenstern-Hahn e a princesa Helena Dolgorouki.
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Contraste marcante entre a linhagem superior e os modos grosseiros adotados desde a infância.
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Falsidade do boato sobre a morte do marido logo após a separação, havendo um reencontro atestado em 1863 na cidade de Tiflis.
A trajetória de viagens aventureiras iniciada em 1848 levou a protagonista a percorrer diversas regiões do Oriente ao lado de figuras controversas e a integrar, após o retorno à Europa, círculos tanto espiritualistas quanto políticos revolucionários na cidade de Londres.-
Jornada pela Ásia Menor, Grécia e Egito na companhia da condessa Kiseleff e do mágico copta Paulos Metamon.
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Chegada a Londres em 1851 em situação financeira precária, sobrevivendo de lições de piano em decorrência da ruptura com a família estabelecida na Rússia.
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Aproximação com personalidades como Mazzini e filiação à organização carbonária da Jovem Europa por volta de 1856.
A narrativa fantástica referente a um suposto encontro londrino com o protetor designado como Morya, motivado pela presença de uma embaixada do Nepal, e a uma subsequente iniciação no Tibete configura-se como uma flagrante invenção construída com cronologias incompatíveis e justificativas evasivas.-
Contradições evidentes entre os relatos da condessa Wachtmeister e de Sinnett sobre o tempo de permanência no Oriente e a duração do suposto retiro no Himalaia.
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Tentativa de Annie Besant de justificar a ausência da caligrafia original nos manuscritos da viagem sob a alegação de que as anotações teriam sido ditadas astralmente pelos referidos protetores.
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Comprovação de que a primeira visita real à Índia ocorreu apenas em 1878, época em que a nomenclatura e os pressupostos atrelados aos mestres orientais eram inexistentes na formulação das ideias do grupo.
O período subsequente ao retorno temporário à Rússia envolveu uma nova fase de engajamento político na Itália junto às tropas de Garibaldi e uma decisiva aproximação em Paris com o jornalista Victor Michal, responsável por desenvolver as habilidades anormais que a tornaram momentaneamente praticante da doutrina espírita.-
Participação em combates militares em Viterbo e Mentana no ano de 1866, resultando em ferimentos graves na última batalha.
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Convalescença parisiense acompanhada de influências do círculo maçônico e espírita ligado de forma direta às ideias de Allan Kardec.
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Surgimento do fenômeno da dupla personalidade, descrito com temor pelo próprio instrutor magnetizador.
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Contradição explícita ao negar posteriormente qualquer envolvimento com o espiritualismo, a despeito das evidências sobre a adoção provisória do conceito nascente de reencarnação.
A fixação no Egito resultou na criação de um centro de manifestações mediúnicas estruturado em moldes puramente profissionais, cujo colapso provocado pela comprovação de fraudes grosseiras forçou a transferência das atividades para o continente americano, precedendo a futura fundação de uma nova sociedade de contornos religiosos.-
Associação operacional com Metamon e o casal Coulomb na cidade do Cairo para a fundação do denominado clube de milagres entre 1870 e 1872.
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Anúncio público da criação de um agrupamento especializado de sessões restritas e do periódico denominado La Revue Spiritualiste du Caire.
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Fuga apressada do país motivada pelo flagrante das imposturas, evento apontado como recorrente e análogo ao de outros médiuns da época, a exemplo de Eusapia Paladino.
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Partida definitiva para a América após uma breve passagem por Paris marcada por desentendimentos irremediáveis com o próprio irmão.
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